EUA sancionam brasileiros e destacam fragilidade da cooperação
Governos querem reativar colaborações no combate ao crime organizado

As sanções impostas pelos Estados Unidos a dois brasileiros supostamente vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) podem ter resultado em uma ação mais eficiente se a colaboração técnica entre Brasil e EUA não tivesse diminuído. O governo brasileiro planeja usar essa situação para persuadir a administração do presidente Donald Trump sobre a importância de reforçar laços entre as agências dos dois países.
Assessores presidenciais informam que a cooperação na luta contra o crime organizado era frutífera, mas sofreu um esfriamento prévio à decisão do governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Tal classificação foi feita pelo Departamento de Estado americano, destacando que as ações do PCC ultrapassam as fronteiras brasileiras, afetando outros países da região e os Estados Unidos.
✨ Com as sanções, bens dos alvos nos Estados Unidos foram bloqueados, possibilitando ações mais severas e unilaterais.
A ordem, que entrou em vigor em junho, ignorou a solicitação do governo brasileiro para cooperação internacional antes da imposição das sanções. Agora, o governo brasileiro argumenta que poderia ter tomado medidas preventivas, como bloqueios de contas. Um assessor presidencial enfatizou: "Não recebemos nenhum tipo de pedido de cooperação internacional neste caso", algo que não ocorria em administrações anteriores.
Ainda assim, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva continua propondo o aumento da colaboração com os EUA no combate ao crime. No entanto, até o momento, não houve resposta à proposta formal apresentada durante uma reunião com Trump.
A operação envolvendo as sanções foi anunciada no início de maio, resultando em restrições a dois cidadãos brasileiros e três empresas em território nacional, além de uma empresa portuguesa. As sanções visam pessoas e entidades supostamente ligadas ao PCC, com o Departamento do Tesouro dos EUA apontando que essas entidades são parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro.
Entenda o caso
Os alvos das sanções incluem Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além de três empresas brasileiras e uma portuguesa. As ações visam coibir a atuação do PCC, considerado uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
"O governo Trump está enfrentando a crescente presença da geração de receitas ilícitas do PCC nos EUA
- 1Victor Henrique de Oliveira Shimada: apontado como elo do PCC na Flórida.
- 2Stella Stefanie Nunes: atuou como secretária e intermediária em operações de lavagem.
- 3Empresas sancionadas: Victory Trading, Pixwave e Wave Construções.
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