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política
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Movimento Brasil Laico denuncia Silas Malafaia por culto político

Entidade alega propaganda eleitoral irregular durante evento religioso

Mariana Souza04 de maio de 2026 às 21:00
Movimento Brasil Laico denuncia Silas Malafaia por culto político

A Associação Movimento Brasil Laico protocolou, nesta segunda-feira (4), uma queixa na Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro contra o pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro, após um culto que ocorreu no dia anterior.

Durante o evento, Malafaia declarou abertamente que 'é o tempo de apoiar o Flávio para presidente', além de criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). O culto também contou com a participação de políticos como o deputado estadual Douglas Ruas e o ex-governador Cláudio Castro.

A entidade reivindica uma multa de 25 mil reais e a inelegibilidade de todos os envolvidos por oito anos.

O Movimento Brasil Laico não apenas pede penalidades, mas também solicita ao Ministério Público que investigue possíveis desvios de finalidade na ADVEC, além de assegurar a preservação dos vídeos e transmissões do culto online.

Conforme o documento, Malafaia conduziu uma oração coletiva em prol dos políticos presentes, evidenciando uma clara dimensão política que, segundo a entidade, caracteriza propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder religioso. A presença de Flávio Bolsonaro e de outros políticos, segundo a denúncia, não teve um propósito estritamente religioso, mas sim visa beneficiar eleitoralmente esses candidatos.

Contexto da Denúncia

A representação menciona o artigo 37 da Lei das Eleições, que proíbe a promoção eleitoral em templos religiosos, além de considerar o apoio de Malafaia como uma 'doação estimável em dinheiro'. Leandro Patricio da Silva, diretor-presidente do Movimento Brasil Laico, argumenta que a liberdade religiosa não deve ser um manto para fraudes eleitorais.

Segundo Silva, a denúncia reflete uma preocupação maior com a crescente ocupação de espaços públicos por interesses religiosos. 'É inaceitável', afirmou, destacando que essa invasão alcança desde universidades até a política institucional. Flávio Bolsonaro já havia sido objeto de uma denúncia similar por sua participação em outro culto que pedia sua eleição a presidente.

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