Mudança na CPI do Crime Organizado pode enterrar relatório final
Alterações na composição alteram dinâmica de votação no Senado

A CPI do Crime Organizado no Senado passou por mudanças em sua composição poucas horas antes da votação do relatório final, em um movimento que promete impactar a decisão. As trocas foram orquestradas por aliados do governo e comprometeram a votação do parecer, destacando as tensões políticas no colegiado.
Duas figuras proeminentes, Sérgio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), que manifestavam apoio ao relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foram substituídos por Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), ambos alinhados com a base governista. A oficialização das trocas ocorreu no último dia de funcionamento da CPI.
✨ As mudanças na composição da CPI podem criar uma maioria capaz de barrar o relatório no plenário.
Com essa nova configuração, legisladores que participaram das articulações começaram a imaginar um cenário em que a maioria se tornaria viável para enterrar o parecer. A CPI é composta por 11 senadores, e agora, o equilíbrio de forças desfavorece a aprovação do documento que já enfrentava resistência.
O relatório final apresenta mais de 200 páginas e propõe indiciamentos de figuras importantes, incluindo os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusado de crimes de responsabilidade. Também são sugeridas reformulações estruturais para o combate ao crime organizado, entre elas, uma possível intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Apesar da apresentação do relatório, sua oficialização depende da aprovação pela maioria dos membros da comissão antes que seja enviado a instituições como o Ministério Público.
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