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política
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Nova aliança entre Alcolumbre e bolsonarismo ameaça democracia

A união entre o presidente do Senado e a extrema-direita revela planos para controlar instituições

Fernanda Lima04 de maio de 2026 às 17:05
Nova aliança entre Alcolumbre e bolsonarismo ameaça democracia

A nova aliança entre David Alcolumbre e a extrema-direita, simbolizada pelo abraço com Flávio Bolsonaro após a derrubada dos vetos à anistia dos golpistas de 8 de janeiro, busca algo mais profundo do que uma simples vitória nas eleições: pretende estabelecer um controle total sobre as instituições brasileiras.

Esta nova estratégia de ataque à democracia se dá em um contexto similar ao golpe parlamentar de 2016 que destituiu Dilma Rousseff. Neste cenário atual, o objetivo vai além da política, pois envolve uma tentativa de submeter o Executivo e Judiciário à influência do Legislativo, que está sob a gestão de uma elite tradicional insatisfeita.

David Alcolumbre, motivado por vingança pessoal contra Lula, busca bloquear a nomeação de Jorge Messias para o STF, repetindo táticas históricas de controle no Brasil.

A dinâmica instaurada por Cunha em 2015, ao aprovar a PEC que consolidou as emendas impositivas, é vista como um marco inicial do sequestro fiscal pelos parlamentares. Ao contrário da rigidez fiscal imposta ao governo, os parlamentares não assumem responsabilidade ao utilizar recursos públicos, o que reflete uma estratégia golpista entranhada no sistema político brasileiro.

Contexto Histórico

A tentativa de impeachment de Dilma em 2016 foi impulsionada por interesses pessoais e políticos, articulados por figuras como Eduardo Cunha, que ameaçaram utilizar o Congresso para suas vinganças.

Desde 2016, iniciativas populares e decisões do STF têm barrado tentativas de consolidar um orçamento secreto que favoreceria ações sem controle democrático, limitando o poder de manobra dos parlamentares em busca de um novo golpe.

A mobilização popular se revelou fundamental na resistência a essa lógica golpista, e para que a democracia prevaleça, será necessário não apenas resistir, mas também promover bandeiras concretas em favor dos direitos sociais e da justiça.

  • 1Fim da escala 6 x 1
  • 2Direitos das mulheres
  • 3Pacto contra o feminicídio
  • 4Tarifa zero

As lições aprendidas na última década indicam que a mobilização deve combinar resistência e propostas de avanço para garantir que as forças democráticas emergam vitoriosas nas próximas eleições.

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