Nova aliança entre Alcolumbre e bolsonarismo ameaça democracia
A união entre o presidente do Senado e a extrema-direita revela planos para controlar instituições

A nova aliança entre David Alcolumbre e a extrema-direita, simbolizada pelo abraço com Flávio Bolsonaro após a derrubada dos vetos à anistia dos golpistas de 8 de janeiro, busca algo mais profundo do que uma simples vitória nas eleições: pretende estabelecer um controle total sobre as instituições brasileiras.
Esta nova estratégia de ataque à democracia se dá em um contexto similar ao golpe parlamentar de 2016 que destituiu Dilma Rousseff. Neste cenário atual, o objetivo vai além da política, pois envolve uma tentativa de submeter o Executivo e Judiciário à influência do Legislativo, que está sob a gestão de uma elite tradicional insatisfeita.
✨ David Alcolumbre, motivado por vingança pessoal contra Lula, busca bloquear a nomeação de Jorge Messias para o STF, repetindo táticas históricas de controle no Brasil.
A dinâmica instaurada por Cunha em 2015, ao aprovar a PEC que consolidou as emendas impositivas, é vista como um marco inicial do sequestro fiscal pelos parlamentares. Ao contrário da rigidez fiscal imposta ao governo, os parlamentares não assumem responsabilidade ao utilizar recursos públicos, o que reflete uma estratégia golpista entranhada no sistema político brasileiro.
Contexto Histórico
A tentativa de impeachment de Dilma em 2016 foi impulsionada por interesses pessoais e políticos, articulados por figuras como Eduardo Cunha, que ameaçaram utilizar o Congresso para suas vinganças.
Desde 2016, iniciativas populares e decisões do STF têm barrado tentativas de consolidar um orçamento secreto que favoreceria ações sem controle democrático, limitando o poder de manobra dos parlamentares em busca de um novo golpe.
A mobilização popular se revelou fundamental na resistência a essa lógica golpista, e para que a democracia prevaleça, será necessário não apenas resistir, mas também promover bandeiras concretas em favor dos direitos sociais e da justiça.
- 1Fim da escala 6 x 1
- 2Direitos das mulheres
- 3Pacto contra o feminicídio
- 4Tarifa zero
As lições aprendidas na última década indicam que a mobilização deve combinar resistência e propostas de avanço para garantir que as forças democráticas emergam vitoriosas nas próximas eleições.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

Avaliação do governo Lula apresenta estabilidade em nova pesquisa
Dados apontam 38% de desaprovação após tarifa dos EUA

Flávio Bolsonaro ataca sistema eleitoral com falsas alegações
Senador do PL levanta questões sobre urnas eletrônicas sem fundamento

Deputados do PL tentam restringir aplicação do crime de misoginia
Emenda proposta busca tornar a legislação menos rigorosa.

Lula cumpre 26 das 36 promessas feitas em 2022
Um balanço mostra o progressos e desafios no mandato do presidente





