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Justiça
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Líder do PSTU é condenado por discurso considerado racista

José Maria de Almeida recebeu pena de dois anos por declarações polêmicas

Ricardo Alves28 de abril de 2026 às 19:30
Líder do PSTU é condenado por discurso considerado racista

O juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, impôs uma pena de dois anos de reclusão em regime aberto ao presidente do PSTU, José Maria de Almeida, após um discurso considerado racista em relação ao povo israelense.

A condenação se originou de um incidente em 22 de outubro de 2023, durante um ato na Avenida Paulista, onde Zé Maria expressou apoio a “qualquer ato de resistência” dos palestinos e criticou os ataques de Israel na Faixa de Gaza.

O juiz qualificou as declarações como antissemíticas e incitadoras do preconceito.

O discurso provocou a reação da Confederação Israelita do Brasil e da Federação Israelita de São Paulo, que acionaram o Ministério Público Federal. A sentença, divulgada na segunda-feira, 27, destaca que as falas de Almeida contêm a intenção de discriminar e segregar o povo judeu.

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As declarações opondo-se ao povo de Israel corroboram um sentimento de segregação e preconceito. O Estado-juiz não tem dúvida quanto à natureza da manifestação do acusado.

O PSTU anunciou sua intenção de recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal da 3ª Região e reiterou seu compromisso com a causa palestina, afirmando que seu discurso não implica em anti-semitismo, mas na luta contra o que considera um genocídio em Gaza.

Contexto

O termo 'sionismo' é frequentemente debatido no contexto da política internacional e é importante entender que criticar o Estado de Israel não deve ser confundido com preconceito contra judeus.

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