Operação Unha e Carne prende políticos e revela pagamentos a Bacellar
Nova fase da investigação expõe ligação de políticos com contraventor

A Polícia Federal (PF) iniciou na quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, que revelou que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, teria recebido quase R$ 4 milhões de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
Registros de transações mostram que Bacellar é identificado pelo codinome "Barba" nas planilhas do grupo criminoso, indicando reiterados pagamentos realizados em espécie ao político.
✨ Adilsinho, um contraventor associado à 'Máfia do Cigarro', já está preso desde fevereiro e é considerado um dos principais alvos da PF.
Os investigadores apontam que houve três pagamentos a Bacellar que totalizam R$ 4 milhões, feitos em julho, agosto e setembro de 2025. A defesa de Adilsinho refutou todas as alegações feitas durante a operação.
Desdobramentos da Operação
Além da prisão de Bacellar, a PF encontrou listas de políticos que mantinham ligação com Adilsinho, revelando um esquema de corrupção em grande escala. O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi mencionado entre os alvos da operação.
Contexto Adicional
A operação visa desmantelar estruturas criminosas que controlam o tráfico de cigarros, onde até 45 dos 92 municípios do Rio eram dominados pela quadrilha.
Os mandados de prisão e busca foram emitidos pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou o sequestro de bens relacionados ao crime, totalizando até R$ 22 milhões.
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