Voltar
Justiça
2 min de leitura

Prisão preventiva de Adilsinho e cúmplices por assassinato de policial

Grupos criminosos são implicados em execução de policial penal no Rio

Carlos Silva04 de junho de 2026 às 12:00
Prisão preventiva de Adilsinho e cúmplices por assassinato de policial

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de três indivíduos, entre eles o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como 'Adilsinho', ligado a uma grande rede criminosa. A medida ocorre em virtude da acusação de envolvimento no assassinato do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, ocorrido em junho de 2023.

Contexto do crime

A morte do policial foi brutal, com a vítima sendo alvejada por disparos de fuzil. O crime teria sido meticulosamente planejado por Adilsinho e sua quadrilha, que monitoraram Bruno através de um dispositivo GPS clandestinamente instalado em seu carro. As investigações indicam que a vítima, com vínculos na indústria de cigarros, tornou-se um obstáculo para os interesses da organização liderada por Adilsinho.

Adilson Coutinho é considerado o maior produtor de cigarros falsificados no Rio e já estava preso por outro delito antes de sua ligação com o caso.

Jogos de poder entre organizações criminosas no Rio de Janeiro vêm se intensificando, com a atuação de Adilsinho visada como uma ameaça potencial ao comércio ilícito de cigarros, particularmente os que vêm do Paraguai, com fábricas estabelecidas em Duque de Caxias.

Ligação com a 'máfia do cigarro'

O grupo criminoso de Adilsinho é acusado de tentar monopolizar o mercado de cigarros ilegais no estado. As autoridades, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmam que o ex-policial militar Rafael Dutra, que é considerado uma figura de confiança de Adilsinho, participou ativamente do planejamento do crime.

"

Rafael Dutra estava responsável pelo monitoramento da vítima e pelo planejamento da execução

declaração do Gaeco.

Além de Dutra, Jefferson Rodrigues da Silva é mencionado na denúncia como o responsável por instalar e fornecer o aparelho de rastreamento utilizado para acompanhar os movimentos de Bruno.

Consequências legais

A Justiça não apenas decretou a prisão preventiva de Adilsinho, Dutra e Silva, mas também ordenou que Adilsinho permanecesse em um presídio federal de segurança máxima. Ele já estava detido na Penitenciária Federal em Brasília desde sua prisão em fevereiro deste ano, quando foi capturado em Cabo Frio.

Adilsinho também é conhecido por seu papel como presidente de honra da famosa Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça