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política
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Papa Leão XIV pede maior acolhimento a migrantes em Lampedusa

Visita à ilha simboliza a luta por integração e respeito aos migrantes

Gabriel Rodrigues04 de julho de 2026 às 16:50
Papa Leão XIV pede maior acolhimento a migrantes em Lampedusa

O papa Leão XIV, durante sua visita no dia 4 de julho a Lampedusa, pediu um esforço coletivo da Europa para proteger e integrar migrantes, em meio a uma crise migratória crescente no Mediterrâneo.

Encontro emblemático em Lampedusa

Lampedusa, localizada a apenas 145 quilômetros da Tunísia, tornou-se um marco da crise migratória, com milhares de vidas perdidas na perigosa travessia do Mediterrâneo. A visita do papa coincide com o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, refletindo sua preocupação com as questões migratórias que afetam tanto a Europa quanto o Ocidente.

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A Europa possui a capacidade de enfrentar a crise migratória de forma digna, promovendo o acolhimento e a proteção dos migrantes.

Papa Leão XIV

A travessia do Mediterrâneo é considerada a rota migratória mais letal do mundo.

Dados sobre a Crise Migratória

Em 2025, aproximadamente 1.330 pessoas perderam a vida ou desapareceram tentando atravessar o Mediterrâneo. Para 2026, o número chegou a 865.

O papa também prestou homenagem aos migrantes que faleceram, iniciando sua visita em um cemitério onde estão sepultados migrantes não identificados, reconhecendo a dor e o sofrimento das famílias afetadas.

Desafios enfrentados e solidariedade local

Em sua jornada, o papa se reuniu com uma família migrante e expressou sua gratidão à comunidade local de Lampedusa por seu acolhimento, ressaltando a necessidade de uma abordagem que una proteção e desenvolvimento, de modo que as pessoas não sejam forçadas a deixar suas terras.

Filippo Ungaro, porta-voz do Acnur, observou que a visita do papa é uma mensagem importante em um momento em que o debate migratório global se foca mais em barreiras do que em solidariedade e responsabilidades compartilhadas.

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