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Cultura
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Papa Leão XIV pede reparações por abusos clericais na Espanha

Pontífice se compromete a fortalecer proteção a vítimas durante visita.

Giovani Ferreira08 de junho de 2026 às 12:00
Papa Leão XIV pede reparações por abusos clericais na Espanha

Durante sua visita à Espanha, o Papa Leão XIV exortou os bispos a atentarem às vozes das vítimas de abusos sexuais cometidos pelo clero, enfatizando a necessidade de reparações às vítimas.

Essa foi a primeira menção direta aos escândalos que têm desafiado a reputação da Igreja local, com o Papa pedindo um "compromisso firme" para criar um ambiente seguro para crianças e grupos vulneráveis.

Leão XIV declarou que é um dos encontros mais difíceis é com aqueles que foram feridos por membros da Igreja.

Um relatório recente do Provedor de Direitos Humanos da Espanha revelou que milhares de indivíduos foram vítimas de abusos clericais ao longo dos anos, refletindo escândalos globais que abalaram profundamente a autoridade moral da Igreja, resultando em indenizações altíssimas.

Reuniões com Vítimas e Críticas

O Papa, durante sua viagem de uma semana, se reunirá com um grupo de sobreviventes, embora detalhes sobre o encontro ainda não tenham sido divulgados. Grupos de sobreviventes expressaram descontentamento, alegando que não foram convocados para essa reunião e que o evento se restringe a um espetáculo fotográfico a serviço da imagem da Igreja.

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Sobreviventes que se encontraram com o papa não representam todas as vítimas, usam essa situação para limpar a imagem da Igreja espanhola

Juan Cuatrecasas, presidente do grupo 'Infância Roubada'.

Embora o antecessor do Papa Leão XIV, Francisco, tenha tomado iniciativas para lidar com os abusos clericais, muitas vozes clamam por responsabilização mais contundente e a implementação de uma política de tolerância zero para os acusados.

A organização 'Infância Roubada' e outros grupos pediram ações concretas, como suporte psicológico vitalício e compensações justas. Recentemente, o cardeal de Madri, José Cobo, comentou que o tempo do Papa é limitado, dificultando encontros com múltiplos grupos de sobreviventes.

Críticas à Agenda do Papa

Miguel Hurtado, um ativista que alegou ter sido vítima de abusos na Abadia de Montserrat, manifestou descontentamento pela falta de uma reunião específica com sobreviventes, enfatizando a importância de um compromisso público para erradicar abusadores da Igreja.

A abadia de Montserrat, mencionada no relatório de 2023 que identificou vítimas e acusados, será visitada pelo Papa, que terá um almoço com monges beneditinos locais.

Hurtado reafirmou: 'Comprometam-se publicamente a limpar a Igreja dos abusadores e daqueles que os acobertam.'

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