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PF investiga entrada irregular de bagagens com políticos em SP

Auditor fiscal permite passagem de malas sem fiscalização em voo

Giovani Ferreira29 de abril de 2026 às 07:05
PF investiga entrada irregular de bagagens com políticos em SP

A Polícia Federal está apurando a entrada de bagagens não inspecionadas em um voo que transportava políticos, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, que decolou de São Martinho.

Imagens do circuito de segurança do Aeroporto Catarina, em São Roque, São Paulo, mostram o momento em que um auditor fiscal permitiu ao piloto de um jatinho particular passar com sete volumes sem a devida fiscalização. Essa inspeção é parte de um inquérito conduzido pela PF.

O piloto José Jorge de Oliveira Júnior é o principal envolvido, tendo passado com itens que não foram submetidos ao raio-x.

Investigação em andamento

Cerca de 20 passageiros do voo PP-OIG passaram por checagens, mas por volta das 21h31, o piloto trouxe dois volumes que foram inspecionados, enquanto cerca de nove minutos depois, retornou com cinco volumes adicionais.

Esses cinco volumes não passaram pela fiscalização adequada, uma vez que o piloto contornou o pórtico do detector de metais. A PF conseguiu identificar os tipos de bagagens, que incluíam sacolas, caixas e uma mala, mas não confirmou o conteúdo nem a quem pertenciam.

Reações e próximos passos

Após a fiscalização irregular ter sido observada, a operadora do raio-x questionou o auditor sobre os volumes. O auditor foi visto gesticulando de maneira que a PF interpretou como expressões de desprezo pela situação.

Esse incidente foi isolado no voo PP-OIG, pois as demais bagagens de outros voos naquela noite foram corretamente inspecionadas. Além disso, o auditor se envolveu em atividades menos rotineiras, utilizando o celular com frequência durante este voo.

Ao ser contactado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou ter seguido todos os protocolos aduaneiros ao desembarcar e espera por uma posição da Procuradoria Geral da República. O senador Ciro Nogueira e outros parlamentares não foram localizados para comentar sobre o fato.

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