Polícia Federal revela esquema de corrupção com R$ 24,6 milhões
Investigação expõe pagamentos indevidos a gestores do INSS

A Polícia Federal (PF) revelou uma trama de corrupção abrangente em um relatório da Operação Sem Desconto, destacando a movimentação de pelo menos R$ 24,6 milhões em propinas destinadas a servidores públicos.
De acordo com a investigação, os altos cargos do INSS, junto a políticos importantes, eram alvos frequentes de pagamentos irregulares, apelidados de 'Heróis', 'Notáveis' ou 'Amigos'.
"A corrupção era o mecanismo de blindagem institucional indispensável para garantir a fluidez do esquema. Sem o apoio de altos gestores, uma fraude de tamanha magnitude seria inviável.
As conclusões da PF, que incluem 48 indiciamentos, foram apresentadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Ele é o responsável por decidir os próximos passos, como a possível apresentação de denúncias pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
✨ Mais de 600 mil vítimas e diversas reclamações judiciais estão associadas ao esquema de corrupção investigado pela PF.
O relatório também revelou que Carlos Roberto Ferreira Lopes e Cícero Marcelino de Souza Santos, da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), gerenciavam a prestação de contas referentes a esses pagamentos.
Detalhes do Caso
Carlos Roberto Ferreira Lopes foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, enquanto a PF mantém investigações em andamento.
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