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política
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Servidora da Câmara é investigada por esquema de emendas fraudulentas

Mariângela Fialek envolvida em manipulação de verbas públicas

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 12:20
Servidora da Câmara é investigada por esquema de emendas fraudulentas

A ex-assessora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, foi identificada pela Polícia Federal como uma agente chave em um esquema de manipulação de emendas parlamentares que envolve o ex-deputado Valdemar Costa Neto, resultando no bloqueio de R$ 119,2 milhões.

O papel de Mariângela Fialek

De acordo com um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, Mariângela, conhecida como 'Tuca', exercia uma função central em um 'arranjo informal' para operacionalizar emendas em nome de Valdemar Costa Neto, que não podia fazer as indicações diretamente por não estar em mandato.

Mensagens obtidas pela PF indicam que Mariângela organizava a alocação de recursos, ocultando a participação de Valdemar.

Mensagens e planilhas reveladoras

Ainda segundo a investigação, a PF encontrou mensagens que evidenciam a comunicação de Mariângela com Garigham Amarante, advogado de confiança de Valdemar. Em conversas, Garigham informava a servidora sobre destinações de verbas, como os R$ 24 milhões para o Turismo, e orientações para a alocação dos recursos.

Planilhas apreendidas no celular de Tuca identificavam os recursos como 'do Valdemar', evidenciando a conexão com o ex-deputado e a tentativa de ocultação de sua participação nas emendas.

Consequências e investigações

Mariângela Fialek, que trabalhou no gabinete de Arthur Lira até 2025 e depois na liderança do seu partido, é alvo da Operação Transparência da PF, que investiga irregularidades em emendas parlamentares. Ela e outros servidores respondem por peculato-desvio e associação criminosa.

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O processo de indicação das emendas é considerado 'profano' pelo ministro Flávio Dino, em uma análise do caso feito pelo STF.

O STF determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões e suspendeu o pagamento das 21 emendas investigadas.

Contexto

A investigação se concentra em desvios de verbas públicas e crimes contra a administração pública, em um esquema que sugere a participação de uma organização criminosa.

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