Romeu Zema critica compra de votos e defende transparência em emendas
Ex-governador de Minas Gerais se posiciona sobre gestão pública em fórum.

Durante o VEJA Fórum Rumos do Brasil em São Paulo, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à presidência pelo partido Novo, manifestou sua oposição à prática da compra de votos para conquistar apoio no legislativo.
Zema enfatizou que, ao assumir o governo mineiro, enfrentou a escassez financeira, o que impossibilitou qualquer tentativa de negociação corrupta. "Não havia dinheiro para isso, tivemos que ser criativos", destacou o político.
✨ Zema propôs alternativas através de um 'cardápio' de obras para os parlamentares, aumentando o investimento em projetos estruturantes no estado.
Ele relatou que, mesmo com apenas três deputados de seu partido na Assembleia Legislativa, apresentou um plano de recuperação de estradas e reformas em escolas e hospitais, oferecendo um incentivos de 2:1 em relação às emendas destinadas pelos deputados.
"A adesão surpreendente dos parlamentares ocorreu, pois eles perceberam a importância dos investimentos estruturantes," explicou Zema.
Críticas à Legislação Atual
Além de criticar a prática de compra de votos, Zema também se manifestou sobre a quantidade elevada de emendas parlamentares impositivas e a falta de transparência associada a elas.
Contexto
As emendas parlamentares impositivas são recursos que obrigatoriamente devem ser destinados pelos governos a projetos escolhidos pelos deputados, mas podem ser criticadas por levar a favorecimento de interesses particulares em detrimento do bem público.
Ele defendeu que a legislação precisa ser aprimorada para evitar que os recursos sejam desviados para projetos de interesse particular. "Precisamos evitar projetos que não atendem ao interesse público. A transparência é essencial", finalizou.
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