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política
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Flávio Dino propõe reforma do Judiciário e combate à corrupção

Ministro sugere mudanças nas competências do STF e rigor nas punições

Acro Rodrigues20 de abril de 2026 às 19:30
Flávio Dino propõe reforma do Judiciário e combate à corrupção

Nesta segunda-feira (20), o ministro Flávio Dino sugeriu uma abrangente reforma do Poder Judiciário, com foco na revisão das competências do STF e na intensificação das punições para corrupção entre membros do sistema judicial.

Dino articulou sua proposta em um artigo publicado no portal "ICL Notícias", no qual expõe propostas estruturadas em quinze eixos. As mudanças propostas não só abrangem o funcionamento do STF e dos tribunais superiores, mas também buscam melhorar a tramitação de processos eleitorais e reforçar a legislação penal aplicada a juízes, procuradores e advogados.

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"Uma Nova Reforma do Judiciário é essencial, abrangendo todos os segmentos do sistema, cuja máxima expressão é o Supremo Tribunal Federal", afirmou Dino.

Ao comentar a proposta, o presidente do STF, Edson Fachin, elogiou a iniciativa de Dino. Segundo Fachin, a proposta merece "aplausos e apoio", pois promove uma reflexão relevante sobre como aprimorar o Judiciário com seriedade e responsabilidade.

Mudar a cultura de decisões monocráticas e garantir a colegialidade são pontos destacados por Fachin.

Por outro lado, o senador Rogério Marinho, líder da Oposição no Senado, identificou que a proposta de Dino falha ao não abordar questões cruciais, como o uso excessivo de decisões individuais. Para Marinho, a reforma deve ser encabeçada pelo Legislativo, ouvindo a sociedade ampla e respeitando a separação das esferas de poder.

Eixos da Proposta de Dino

Entre os eixos propostos por Dino, destacam-se: requisitos para facilitar o acesso recursal aos tribunais, critérios rigorosos para a expedição de precatórios, a criação de instâncias especializadas para crimes contra a administração da justiça e a revisão das competências do STF.

  • 1Estabelecimento de regras claras para decisões judiciais em áreas críticas como a corrupção.
  • 2Desjudicialização de execuções fiscais para diminuir o volume de processos.
  • 3Fortalecimento da ética profissional no sistema de Justiça.

Dino também reiterou que é necessário abordar as deficiências históricas do Judiciário, ressaltando que a última reforma significativa ocorreu há 22 anos, em 2004.

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"As mudanças devem fortalecer o sistema de Justiça, garantindo direitos e controlando abusos de poder," concluiu Dino.

Contexto

A proposta de reforma vem em um momento em que a confiança pública nas instituições judiciais e políticas enfrenta desafios significativos devido a questões de corrupção e ineficiência.

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