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Senador Ronald Dela Rosa enfrenta acusações do TPI em Manila

Dela Rosa pede apoio público para evitar entrega ao Tribunal Penal Internacional

Carlos Silva13 de maio de 2026 às 17:25
Senador Ronald Dela Rosa enfrenta acusações do TPI em Manila

O senador filipino Ronald Dela Rosa está sob a mira da justiça internacional, acusado de conspirar com o ex-presidente Rodrigo Duterte durante a controversa 'guerra às drogas'. Nesta quarta-feira, enquanto tiros ressoavam nas proximidades do Senado, Dela Rosa clama à população para que intervenha e evite sua entrega ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Acusações graves e a defesa de Dela Rosa

Dela Rosa, que supervisionou a campanha durante seu tempo como chefe da polícia, nega as acusações de envolvimento em assassinatos. O TPI investiga crimes contra a humanidade relacionados à violenta campanha antidrogas que resultou na morte de milhares de supostos traficantes e usuários. A situação se tornou ainda mais crítica após a detenção de Duterte, que foi levado para Haia em março de 2025, enfrentando culpabilidade por dirigir os assassinatos durante seu mandato.

Comandando a Polícia Nacional, Dela Rosa promoveu a repressão drástica contra as drogas, seguindo as ordens de Duterte.

Histórico e declarações durante a 'guerra às drogas'

Dela Rosa foi escolhido por Duterte para liderar a Polícia Nacional logo após sua posse em 2016, recebendo autoridade plena para implementar um modelo de combate ao crime que já havia mostrado resultados em Davao. No seu primeiro dia de trabalho, o senador lançou uma grande operação nacional, conhecida como Projeto Double Barrel, que prometia neutralizar a criminalidade relacionada às drogas. Essa ação teve um impacto imediato e devastador, resultando em um alarmante aumento de assassinatos.

"

Prometi esmagar os chefões do narcotráfico e impus um clima de medo com as minhas promessas de ação violenta

Ronald Dela Rosa

Após sua gestão, o número de mortes na guerra contra as drogas disparou, com 6.248 vítimas reconhecidas oficialmente.

Impacto e legado polêmico

Quando Dela Rosa deixou sua posição na Polícia Nacional, o número de mortes decorrentes da 'guerra às drogas' tinha pelo menos triplicado, segundo fontes oficiais. Contudo, ativistas afirmam que os números reais são muito maiores, abrangendo ainda aqueles não documentados nas listas da polícia. Tanto Dela Rosa quanto Duterte mantêm que a violência era justificada como uma resposta a ameaças iminentes.

Dela Rosa se tornou senador e continuou ativo na política, sendo reeleito em 2025.

O futuro político de Dela Rosa

Após sua saída da polícia, Ronald Dela Rosa seguiu carreira política, coordenando o Departamento Penitenciário antes de se candidatar ao Senado. Ele conquistou um lugar nas eleições de 2019 e novamente em 2025, refletindo sua influência contínua na política das Filipinas. Recentemente, participou de uma sessão do Senado, marcando sua primeira aparição pública desde novembro, onde também contribuiu para debates relacionados à situação de impeachment da vice-presidente Sara Duterte.

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