Deputado cassado foi preso em investigação por emendas parlamentares

O ex-deputado Chiquinho Brazão, cuja cassação se deu em abril de 2025 devido à sua condenação pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 9. A Operação Emendatio visa investigar o desvio de recursos de emendas parlamentares.
A operação mobilizou 60 agentes federais, que cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. Dentre os detidos estão Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor do irmão de Chiquinho, Domingos Brazão, e Robson Calixto Fonseca, ambos já condenados no caso de Marielle.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que ainda continua com processos como o de Brazão, mesmo após sua saída do cargo. O STF também autorizou o bloqueio patrimonial de até R$ 100 milhões relacionados à investigação.
✨ A operação expõe um esquema onde verbas de emendas parlamentares eram desviadas através de organizações da sociedade civil no Rio, com indícios de superfaturamento e uso de empresas de fachada.
A Polícia Federal encontrou indícios de irregularidades nas parcerias entre organizações da sociedade civil e órgãos públicos, com desvios de verbas para pagamentos indesejados e contratos fictícios.
Os crimes investigados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF busca coletar provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
O caso de Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, continua a repercutir, com condenações severas para os envolvidos no crime. Em fevereiro de 2025, os irmãos Brazão foram sentenciados a 76 anos de prisão, e outros envolvidos também receberam penas significativas.
Desde abril de 2025, quando foi autorizada sua prisão domiciliar, Chiquinho Brazão aguarda o desdobramento de seus processos judiciais, que se tornaram mais complexos após esta nova operação.
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