Tereza Cristina defende renegociação de dívidas do agro com governo
Senadora destaca necessidade de medidas para produtores em crise

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a estimativa de R$ 140 bilhões em dez anos para a renegociação das dívidas de produtores, aprovada no Senado, valida o esforço dos defensores da proposta. Ela ressaltou que a iniciativa visa apoiar agricultores que enfrentam dificuldades devido a desastres naturais e mudanças de mercado.
Durante uma conversa com jornalistas, Tereza Cristina destacou que o setor agrícola está em meio a uma "tempestade perfeita" e que o governo ainda não compreendeu a seriedade da situação. Para ela, a proposta não tem como objetivo atender a 'irresponsáveis', mas sim ajudar aqueles que realmente necessitam.
✨ "Essa é a estimativa que as nossas equipes técnicas levantaram", ressaltou Tereza em referência ao impacto financeiro.
Contrariando a narrativa do governo, que menciona a proposta como uma pauta-bomba, a senadora afirmou que a autorização para a renegociação é flexível, permitindo ao governo decidir quando e como agir. "Quando o governo precisa de recursos, ele consegue. O que está faltando é disposição para a agricultura", declarou.
As principais preocupações do governo estão relacionadas ao uso do Fundo Social do Pré-Sal. Tereza Cristina explicou que a proposta não altera as destinações atuais dos recursos, como os 50% reservados para a educação, mas permite o uso de receitas correntes não aplicadas.
""O endividamento é resultado de juros altos e queda de preços das commodities. A safra recém-colhida foi contratada com o dólar a seis reais e colhida com o dólar a cinco", disse a senadora.
Tereza Cristina elogiou a sensibilidade do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a realidade enfrentada pelos produtores, mas criticou a equipe técnica por não compreender a profundidade do problema. Ela enfatizou a abertura para discutir alterações na proposta e a importância de cooperação com os presidentes de bancos.
A tramitação do projeto, segundo a senadora, exigirá discussões eficazes com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Embora tenha sido mencionada a possibilidade de ações no STF caso a proposta avance, a senadora lembra que a aprovação pode ser sujeita a veto presidencial.
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