Tico Kuzma é alvo de investigação por suposta corrupção em Curitiba
Busca e apreensão afetam gabinete do presidente da Câmara Municipal

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por supostas práticas de corrupção, incluindo 'rachadinhas' e venda de cargos públicos. A ação ocorreu nesta segunda-feira, 29, durante uma operação que atingiu endereços ligados ao vereador, incluindo seu gabinete.
Operação Prática Corrente
A operação, chamada de Prática Corrente, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, celulares e anotações, que agora passarão por perícia. Além disso, foram encontrados 37,5 mil reais em espécie na residência de um servidor da Câmara.
✨ Investigações iniciaram há um ano a partir de uma denúncia anônima.
As investigações tiveram início há cerca de um ano, baseadas em uma denúncia anônima, e indicam que Kuzma teria solicitado cerca de 3 mil reais por indicações a cargos públicos, além de exigir uma parte dos salários dos nomeados. Não foram especificados quantos cargos estavam sob seu controle nem o número de indicações feitas.
Defesa de Tico Kuzma
Durante a sessão da Câmara que ocorreu na mesma data da operação, o vereador se manifestou em defesa, afirmando não ter conhecimento formal das acusações que o afetam. Ele declarou estar em busca de informações junto às autoridades competentes para compreendê-las plenamente.
A Câmara Municipal se posicionou, autorizando o acesso às suas instalações e prometendo colaborar com as investigações. A prefeitura de Curitiba também declarou que está à disposição das autoridades para fornecer informações necessárias e que tomará medidas rigorosas contra qualquer irregularidade envolvendo servidores municipais.
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