Jaques Wagner defende inocência em investigação sobre fraudes do Banco Master
Senador afirma estar tranquilo e focado nas eleições enquanto investigações prosseguem.

O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, afirmou nesta sexta-feira (31) que está decidido a 'provar sua inocência' nas investigações referentes às fraudes bilionárias do Banco Master. Durante uma entrevista à Rádio Baiana FM, ele se mostrou confiante, apesar de estar sob investigação.
As declarações de Wagner surgem após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou o sigilo da autorização que possibilitou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que está mirando o senador. Em junho, enquanto Wagner atuava como líder do governo Lula no Senado, a Polícia Federal recebeu permissão para acessar os dados de seus celulares e de Augusto Lima, seu ex-sócio no Banco Master.
✨ “Estou de olho na eleição, temos dois meses, e será nossa convenção com a presença do Lula”, afirmou Wagner.
Com as eleições se aproximando, o senador disse estar 'tranquilo' e fiel às suas intenções de reeleição. Ele ainda lembrou que, em 2018, passou por investigações semelhantes ligadas a obras da Arena Fonte Nova em Salvador, mas que não resultaram em sua condenação.
Monitoramento da Polícia Federal
Na decisão de Mendonça, o monitoramento dos celulares de Wagner e Lima foi justificado pelas autoridades como uma necessidade, devido ao fato de que as comunicações relevantes entre os envolvidos frequentemente ocorriam por ligações ou áudios, minimizando registros escritos que poderiam ajudar nas investigações.
"O inquérito evidentemente demora um tempo. Tenho certeza de que vou provar minha inocência.
Contexto da Operação
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de fraudes e corrupção ligado ao Banco Master, com implicações sobre o ex-sócio Daniel Vorcaro. A Polícia Federal alega que Wagner atuou em favor do banco no Congresso, recebendo compensações indevidas, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
Wagner refuta as alegações, afirmando que não atuou em nome do Banco Master e que o apartamento nunca foi parte de seu patrimônio.
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