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política
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Trump critica OTAN e reitera interesse pela Groenlândia

Reunião com secretário-geral levanta preocupações sobre a aliança

Mariana Souza09 de abril de 2026 às 06:40
Trump critica OTAN e reitera interesse pela Groenlândia

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar seu descontentamento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e fez novas referências ao seu interesse pela Groenlândia após um encontro reservado com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, na quarta-feira, dia 8.

As críticas de Trump se intensificaram devido ao que ele considera a falta de apoio dos aliados na sua confrontação com o Irã, gerando receios sobre uma possível saída dos EUA da OTAN, que tem mais de 70 anos de história.

Trump expressou sua frustração através de sua rede social, afirmando que a OTAN não esteve presente quando foi necessária.

Ao se referir à Groenlândia, que se encontra sob jurisdição da Dinamarca, Trump rememorou sua proposta anterior de aquisição da ilha, que gerou grande polêmica na época. Segundo ele, a região é um "grande e mal administrado pedaço de gelo".

O encontro na Casa Branca durou aproximadamente duas horas e, conforme Rutte, foi aberto e honesto. No entanto, ele evitou confirmar se Trump mencionou a possibilidade de sair da OTAN.

"

"Foi uma discussão muito franca e aberta"

Mark Rutte

A secretária de Imprensa Karoline Leavitt criticou a aliança, alegando que a Otan não tem correspondido às expectativas dos americanos, ressalvando que a nação financia a sua defesa.

Enquanto isso, há informações de que Trump estaria considerando medidas punitivas contra membros da OTAN que não colaboraram durante o conflito no Irã, conforme reporta o Wall Street Journal.

Coordenação entre os aliados

A conversa entre Rutte e Trump também abordou a coordenação militar em relação à ajuda a Ucrânia e a necessidade de um ajuste nos gastos de defesa entre os membros da aliança, com compromissos de aumento até 2035.

Rutte, reconhecido por sua habilidade em lidar com Trump, tem sido um interlocutor importante para garantir um diálogo contínuo com o ex-presidente, que critica frequentemente a falta de compromisso dos europeus em assuntos estratégicos.

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