Mike Johnson propõe US$ 95 bilhões para defesa e leis eleitorais
Iniciativa busca financiar guerra no Irã e apoiar propostas de Trump

O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, anunciou nesta quarta-feira (15) um plano que visa solicitar um expressivo financiamento emergencial de US$ 95 bilhões. Este montante é projetado para cobrir despesas de defesa, incluindo custos relacionados à guerra no Irã, além de apoiar a iniciativa do ex-presidente Donald Trump de endurecer as regras eleitorais.
Entretanto, a proposta de Johnson enfrenta um grande desafio: a aprovação no Congresso não é garantida, especialmente no Senado, onde alguns membros do próprio partido ainda questionam a abordagem da administração em relação ao Irã. Além disso, existe resistência em financiar essa proposta através do aumento da dívida pública.
✨ Pressão do Pentágono é intensa para garantir que o financiamento seja aprovado antes do recesso de agosto.
O plano inclui até US$ 73 bilhões para o Pentágono e segurança nacional, com foco em ressarcir agências que têm mantido as operações na guerra no Irã. Também estão contemplados US$ 12 bilhões de auxílio agrícola para apoiar os agricultores afetados pela guerra comercial em decorrência das políticas da Casa Branca.
Adicionalmente, Johnson propõe US$ 10 bilhões em subsídios estaduais voltados para as eleições, a fim de promover a lei denominada 'SAVE America Act', que exige prova de cidadania para registro de votantes. Essa lei tem apoio significativo entre os republicanos, mas não inclui mecanismos de custeio anteriormente sugeridos, o que levanta preocupações sobre o impacto no déficit nacional, já alarmante.
"Nações falidas são difíceis de defender
Contexto
O plano de Johnson resulta de discussões intensas, incluindo uma reunião cúpula em Camp David. Essa proposta se insere em um contexto de divisão interna dentro do partido republicano e oposição entre senadores quanto a cortes em programas de saúde.
Embora alguns republicanos se mostrem céticos, como o líder da maioria no Senado, John Thune, que alertou sobre as dificuldades que cortes em programas de saúde poderiam criar, Johnson continua a pressionar por avanço nesta iniciativa. A tramitação na Câmara ainda precisa passar por várias etapas antes de chegar a um voto final.
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