TSE debate regras de pesquisa eleitoral após recorde em sondagens
Ações incluem análise de metodologia e exigências para transparência

As pesquisas sobre intenção de voto estão em destaque no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após um aumento significativo nas sondagens durante as eleições municipais de 2024, totalizando mais de 700 levantamentos até maio deste ano.
Dados oficiais revelam que, de janeiro a outubro de 2024, foram conduzidas cerca de 14 mil pesquisas, com um investimento de quase R$ 172 milhões. Até o último mês, o número de levantamentos para os cargos de presidente, governadores, senadores e deputados atingiu 700, representando um gasto de R$ 40 milhões.
✨ Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, propõe uma discussão sobre os critérios dos institutos de pesquisa.
Suspensão de pesquisa controversa
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, iniciou uma discussão com os institutos de pesquisa para revisar os critérios aplicáveis a esse ano, após a polêmica envolvendo a retirada da divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel, decorrente de indícios de manipulação.
Essa pesquisa indicou uma queda de cinco pontos nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, e foi divulgada depois que um áudio comprometedora do senador surgiu, gerando questionamentos sobre a validade dos dados.
O TSE começou a discutir o caso na terça-feira, mas um pedido de vista atrasou as deliberações, com o julgamento previsto para retomar após uma reunião entre Nunes Marques e os institutos.
Mudanças nas normas de pesquisa
A nova resolução do TSE estabelece que as pesquisas devem ser acompanhadas de uma declaração formal do estatístico responsável, além de exigir que os dados coletados permaneçam disponíveis para auditorias futuras.
Além disso, é obrigatório registrar a pesquisa no TSE até cinco dias antes da divulgação dos resultados e oferecer detalhes sobre o financiador e a origem dos recursos.
O registro de uma pesquisa não implica na obrigação de que seus resultados sejam divulgados, e a Justiça Eleitoral não interfere no controle prévio das pesquisas, nem na sua publicação.
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