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Saúde
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Abrace se torna líder em cultivo de cannabis medicinal no Brasil

Associação de Cassiano Gomes amplia área de cultivo na Paraíba

Gabriel Azevedo10 de abril de 2026 às 05:10
Abrace se torna líder em cultivo de cannabis medicinal no Brasil

O empresário Cassiano Gomes expandiu suas operações na área de cannabis medicinal ao adquirir um terreno de 17 hectares no Conde, Paraíba, por R$ 1 milhão. A nova instalação fortalecerá a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), que será a maior produtora do setor no Brasil.

Crescimento no setor de cannabis medicinal

A Abrace, fundada em 2014, já atende cerca de 60 mil pacientes com produtos à base de canabidiol, conhecido como CBD, que é utilizado no tratamento de condições como ansiedade, dor crônica e epilepsia. Embora não tenha fins lucrativos, a associação opera com uma estrutura análoga à de uma indústria, abrangendo toda a cadeia produtiva.

Abrace terá 7 hectares destinados ao cultivo e um novo laboratório no terreno comprado.

Gomes explica que estão finalizando a obtenção de um alvará de funcionamento especial, visando também um certificado de boas práticas que facilitará a venda direta para o governo. Isso, acredita ele, poderá tornar o tratamento mais acessível aos associados.

Indústria em desenvolvimento no Brasil

Desde a regulamentação da cannabis medicinal pela Anvisa, o mercado tem atraído novas oportunidades. Segundo um levantamento da Kaya Mind, o setor movimentou R$ 970 milhões em 2025, com previsão de crescimento para R$ 1,2 bilhão em 2027.

Histórico da Abrace

A Abrace foi a primeira organização a obter autorização judicial para cultivo de cannabis no Brasil, produzindo em Campina Grande antes da expansão para o novo espaço em Conde.

Impacto e desafios no setor

Margarete Brito, fundadora da Apepi, outra importante associação de cannabis medicinal, compartilha preocupações semelhantes sobre a sustentabilidade do crescimento. Com uma fazenda de 70 hectares, a Apepi também busca aumentar sua capacidade de produção, seguindo um planejamento cuidadoso para evitar excessos e garantir a qualidade do que é oferecido aos pacientes.

Atualmente, o Brasil tem 315 associações cadastradas ativando o cultivo de cannabis medicinal.

Embora exista um grande potencial para considerar até 6,9 milhões de pacientes no mercado de cannabis medicinal, a resistência de médicos e a falta de controle de qualidade ainda são desafios enfrentados pelas associações.

Desigualdade de preços e sustentabilidade

Atualmente, o custo do óleo de cannabis produzido pelas associações é superior ao dos produtos importados, o que se deve às maiores despesas operacionais para manter os cultivos. Cassiano Gomes menciona que a pressão para conseguir um equilíbrio financeiro é constante.

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