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Saúde
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Dengue pode causar complicações neurológicas graves

Estudo da Fiocruz revela riscos aumentados após infecção

Gabriel Azevedo21 de abril de 2026 às 17:45
Dengue pode causar complicações neurológicas graves

Pesquisas recentes revelam que a infecção por dengue pode estar ligada a complicações neurológicas raras, mas que exigem atenção médica contínua mesmo após a fase aguda da doença.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz destaca que pessoas contaminadas pelo vírus da dengue têm um risco 16,7 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas seguintes à infecção.

A Síndrome de Guillain-Barré pode levar a sintomas severos, como fraqueza muscular e até paralisia respiratória.

O maior risco de desenvolver essa síndrome ocorre nas duas primeiras semanas após a infecção, quando a resposta imunológica é mais intensa. A análise considerou mais de cinco mil casos hospitalizados registrados no Sistema Único de Saúde entre 2023 e 2024,

Parte dos pacientes que apresentou a síndrome foi diagnosticada logo após a dengue, corroborando a relação entre as duas condições. Embora essa associação já tenha sido observada internacionalmente, até então não havia dados precisos sobre a incidência no Brasil.

Além disso, outros estudos sugerem que arboviroses podem se manifestar em quadros neurológicos mais amplos, como a encefalite. Nessas circunstâncias, o dano é indireto, pois o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, fundamental para a transmissão dos impulsos nervosos.

Embora esses casos sejam raros, quando detectados precocemente, costumam responder bem ao tratamento. Especialistas ressaltam a importância de estar atento aos primeiros sintomas e à prevenção da dengue, que inclui a vacinação, para minimizar riscos e complicações.

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