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Saúde
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Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue após mortes suspeitas

Decisão ocorre após investigações sobre efeitos adversos em vacinados

Giovani Ferreira08 de junho de 2026 às 16:10
Ministério da Saúde suspende vacina contra dengue após mortes suspeitas

Na última segunda-feira, 8, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue do Instituto Butantan, após a ocorrência de duas mortes suspeitas e várias reações adversas que estão sendo investigadas.

A decisão foi revelada em uma coletiva que teve a participação de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do próprio Instituto Butantan.

Até agora, foram reportados 42 casos de reações graves potencialmente ligadas à vacina, incluindo os dois óbitos.

Os sintomas apresentados pelos pacientes incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. De acordo com o Ministério, três casos evoluíram para situações severas.

Uma mulher de 39 anos foi internada com dengue grave após desenvolver febre e dores musculares dias após a vacinação. Ela recebeu alta após tratamento na UTI.

Outro caso envolveu uma mulher de 48 anos que apresentou meningoencefalite e faleceu 19 dias após ser vacinada. O terceiro, um homem de 58 anos, também morreu após desenvolver dengue grave apenas cinco dias após a imunização.

O Ministério da Saúde destacou que os efeitos adversos mencionados não foram observados durante os testes clínicos com cerca de 16 mil voluntários, cujos resultados indicaram segurança e eficácia da vacina publicados na revista Nature.

Desde o início da campanha de vacinação, que visa atender especialmente profissionais de saúde, aproximadamente 500 mil doses foram administradas.

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Ainda não temos evidências suficientes que liguem a vacina diretamente aos casos graves, por isso a suspensão é uma medida preventiva

afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Ministério orientou que estados e municípios interrompam a aplicação da vacina até que as análises sejam concluídas. Também, será realizado um monitoramento ativo dos casos nas localidades para verificar possíveis relações com a vacinação.

Além disso, indivíduos vacinados nos últimos 21 dias devem procurar serviços de saúde para monitorar reações adversas, que incluem febre, dor abdominal, vômitos e outros sintomas que exigem atenção.

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