Endometriose: Sintomas podem sinalizar problema grave para mulheres
Reconhecer os sinais é crucial para um diagnóstico precoce

Cerca de 190 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem com a endometriose, uma condição que pode ser facilmente confundida com dores menstruais comuns. No Brasil, a estimativa é de que uma em cada dez mulheres viva com essa doença, que apresenta sintomas como dor intensa, cansaço inexplicável e desconforto durante o ciclo menstrual.
Dificuldades no Diagnóstico
Um dos principais obstáculos no combate à endometriose é o tempo que leva para que as pacientes recebam o diagnóstico correto. Isso ocorre porque muitos dos sintomas são tratados como parte normal do ciclo menstrual, fazendo com que a maioria das mulheres demore entre sete a dez anos para buscar atenção médica apropriada. Durante esse período, a condição pode se agravar, afetando órgãos importantes.
Sintomas a Observar
O Dr. Luiz Pina, ginecologista especialista em reprodução humana e endometriose na clínica Baby Center em São Paulo, salienta seis sintomas que as mulheres devem estar atentas:
- 1Cólicas que incapacitam, que não melhoram com analgésicos.
- 2Fluxo menstrual extremamente intenso, com necessidade de trocar absorventes a cada duas horas.
- 3Dor durante a relação sexual, causada por inflamação nos ligamentos pélvicos.
- 4Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual, como dor ao evacuar ou urinar.
- 5Fadiga excessiva que não melhora com descanso.
- 6Dificuldade para engravidar, sendo a endometriose uma causa comum de infertilidade.
Reconhecendo a Importância do Diagnóstico Precoce
O Dr. Pina explica que a aceitação da dor e outros desconfortos como parte da vida pode atrasar o diagnóstico. "Se as cólicas e o fluxo menstrual estão interferindo na rotina, ou se há dor intensa durante a relação sexual, é fundamental buscar ajuda médica. O diagnóstico precoce é crucial para a saúde e para a preservação da capacidade reprodutiva da mulher," afirma.
✨ Estudos indicam que até 50% das mulheres com endometriose enfrentam problemas de fertilidade.
Apesar dos desafios, o tratamento atual é diversificado e pode incluir desde mudanças na alimentação até procedimentos cirúrgicos, dependendo do estágio da doença. "As intervenções variam de alteração no estilo de vida a cirurgias que visam restaurar a funcionalidade dos órgãos afetados," conclui o médico.
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