Estudo revela impacto do estresse e alimentação noturna na saúde intestinal
Pesquisa sugere riscos de hábitos alimentares noturnos em situações de estresse

Uma nova pesquisa indica que indivíduos que ingerem mais de 25% de suas calorias diárias após as 21h, em momentos de estresse, possuem até 2,5 vezes mais chances de apresentarem distúrbios intestinais como constipação ou diarreia.
Embora o estudo ainda não tenha sido revisado por pares, suas descobertas foram apresentadas durante a Digestive Disease Week, um importante congresso anual voltado a profissionais de gastroenterologia e afins. A principal pesquisadora, Dra. Harika Dadigiri, ressaltou que a pesquisa surgiu de uma curiosidade pessoal, uma vez que poucos estudos investigam a correlação entre estresse, hábitos alimentares noturnos e a saúde do intestino.
✨ Os participantes que se alimentaram à noite sob estresse apresentaram maior propensão a problemas digestivos.
Os dados analisados foram coletados de 11.149 pessoas entre 2005 e 2010, através da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, além de mais de 4.100 pacientes do Projeto American Gut entre 2013 e 2017. Mesmo assim, conforme explicado por Dadigiri, os dados mais recentes não traziam todas as informações necessárias para a pesquisa.
Estresse e alimentação noturna: uma combinação arriscada
Os pesquisadores definiram estresse crônico utilizando a carga alostática, composta por oito biomarcadores, incluindo pressão arterial e colesterol. Resultado? O simples fato de comer tarde não parecia impactar a saúde intestinal; no entanto, a junção disso com estresse foi considerada uma preocupação. De acordo com a análise do Projeto American Gut, hábitos alimentares noturnos e altos níveis de estresse estavam associados a uma redução na diversidade da microbiota intestinal.
"A diversidade da microbiota é fundamental, pois contribui para a saúde geral e a recuperação de distúrbios digestivos
Preidis, professor de pediatria, destacou a importância da microbiota, que abrange diversos organismos. Ela desempenha papéis vitais, como auxiliar na absorção de nutrientes e regular o sistema imunológico. Contudo, a natureza observacional do estudo impede de afirmar se problemas intestinais afetaram a microbiota ou vice-versa.
Práticas saudáveis a considerar
Apesar das limitações do estudo, especialistas sugerem que evitar refeições nas três a quatro horas que antecedem o sono pode beneficiar a saúde digestiva. Essa prática ajuda a evitar que o corpo desvie energia de processos essenciais para o trato digestivo, que deveria estar em repouso. Se a refeição noturna for necessária, recomenda-se optar por alimentos leves, como frutas e vegetais, e evitar opções gordurosas.
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