Governo destina R$ 9,8 bilhões para combater mudanças climáticas
Medidas visam preparar o SUS para o impacto do El Niño e eventos climáticos.

Em uma iniciativa crucial, o Ministério da Saúde anunciou um investimento significativo de R$ 9,8 bilhões para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos decorrentes do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas até o ano de 2035. Este plano está inserido no programa AdaptaSUS e busca oferecer uma resposta eficaz diante de eventos climáticos extremos.
O El Niño, que começou em junho deste ano, é um padrão climático cíclico que provoca aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico tropical, alterando os ventos e, consequentemente, os padrões climáticos globais. Para enfrentar esses desafios, o programa AdaptaSUS se baseia em cinco frentes de ação: monitoramento, coordenação intergovernamental, comunicação com a sociedade, fortalecimento da capacidade de atendimento e a melhoria de insumos essenciais como medicamentos e água potável.
✨ O plano inclui a criação de um painel permanente de especialistas para direcionar as ações do governo na área da saúde.
Entre as novidades, destaca-se o lançamento do Painel Nacional de Excesso de Calor, que permitirá alertar sobre as ondas de calor com até cinco dias de antecedência, utilizando dados meteorológicos e indicadores sociais. O investimento também contemplará a instalação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima (CISC) em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de reunir informações que facilitem respostas rápidas do SUS.
O primeiro dos CISC será inaugurado em Salvador, Bahia, e será acompanhado pela expansão da Força Nacional do SUS, que contará agora com oito bases regionais. Essa descentralização tem como meta aumentar a capacidade de resposta a emergências de saúde pública em até 20 vezes.
No âmbito da pesquisa, o governo lançou uma nova fase do PET-Saúde Clima, que envolverá 197 projetos e um investimento de R$ 266 milhões. O objetivo é financiar soluções voltadas para os impactos das mudanças climáticas nas diversas regiões do país, abrangendo também medidas de proteção aos idosos durante os períodos de maior calor.
Impactos esperados do El Niño em 2026
Para o segundo semestre de 2026, previsão de um ‘super El Niño’ indica que o Brasil poderá enfrentar sérios desafios climáticos, podendo impactar a produção de alimentos e o abastecimento de água. As consequências diretas incluem a formação de períodos de seca na região Norte e a escassez de chuvas no Nordeste, afetando diretamente as comunidades locais.
""Os efeitos do El Niño em anos anteriores mostram impactos significativos, desde problemas na produção de alimentos até crises hídricas"
No Centro-Oeste, o aumento da temperatura pode resultar em um ar mais seco, favorecendo queimadas, enquanto no Sudeste as variações de clima podem causar ondas de calor inusitadas e aumento no consumo de energia. O Sul, como de costume, deverá enfrentar chuvas excessivas, resultando em enchentes e deslizamentos.
✨ O governo brasileiro está se preparando para desafios climáticos significativos, visando proteger a saúde da população e melhorar a resposta do SUS.
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