Universalização do saneamento avança lentamente no Brasil
Apenas 94 municipais estão a caminho da meta de 2033, diz Abes

Seis anos após a implementação do marco legal do saneamento, apenas 94 municípios estão progredindo em direção à universalização dos serviços de abastecimento de água e esgoto no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes).
Um estudo recente da Abes revela que apenas 3,67% dos 2.558 municípios avaliados atingiram a categoria máxima, considerando cinco indicadores: acesso à rede de água, cobertura de esgoto, proporção de esgoto tratado em relação ao volume de água consumida, coleta de lixo domiciliar e destinação adequada de resíduos sólidos.
Desempenho das Capitais e Municípios
Entre as capitais, Curitiba, no Paraná, se destaca como a única a ter alcançado a classificação de 'rumo à universalização'. Entre as cidades de grande porte, Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara D'Oeste (SP) estão nas melhores posições.
Por outro lado, capitais da região Norte, como Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Porto Velho (RO), apresentaram resultados insatisfatórios, evidenciando a lentidão no avanço após a lei.
✨ A Lei 14.026, sancionada em junho de 2020, estipula a meta de 99% de cobertura de água e 90% de tratamento de esgoto até 2033.
Marcel Sanches, presidente da Abes, destaca que a universalização não será alcançada a menos que o Brasil adote uma abordagem holística ao problema. "Saneamento básico é um sistema integrado que deve considerar água, esgoto, resíduos sólidos e planejamento urbano, tudo isso em conjunto.Só assim as políticas públicas poderão avançar eficazmente nos próximos anos."
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