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Saúde
2 min de leitura

Hepatites virais: especialistas esclarecem mitos e verdades

Durante o Julho Amarelo, foco na prevenção e diagnóstico precoce

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 19:10
Hepatites virais: especialistas esclarecem mitos e verdades

Durante o Julho Amarelo, voltado para a conscientização e combate às hepatites virais, especialistas em saúde destacam a relevância da prevenção e do diagnóstico precoce dessas infecções.

Essas hepatites, que afetam o fígado, são frequentemente transmitidas através do contato com sangue contaminado e podem resultar em problemas sérios, como cirrose e câncer hepático. Apesar dos avanços na vacinação e tratamentos, continuam sendo um desafio para a saúde pública, especialmente por serem frequentemente assintomáticas.

Conforme o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o país registrou mais de 826 mil casos confirmados dessas infecções desde 2000 até 2024. A hepatite C representa a maior parte dos diagnósticos (41,5%), seguida pela hepatite B (36,6%). Embora as taxas de mortalidade tenham diminuído ao longo das últimas décadas devido ao aumento da vacinação, a prevenção permanece essencial, especialmente em situações que envolvem o contato com sangue.

Desmistificando a transmissão de hepatites

Embora as normas de biossegurança estejam mais rigorosas, dúvidas persistem sobre práticas comuns, como fazer tatuagens ou visitar manicures. Veja abaixo algumas verdades e mitos sobre a transmissão das hepatites:

  • 11. Fazer tatuagem ainda pode transmitir hepatites virais - Verdade. Agulhas e materiais não descartáveis representam riscos se não forem esterilizados corretamente.
  • 22. Compartilhar alicate de unha ou lâmina de barbear não oferece risco - Mito. Esses objetos podem conter sangue suficiente para transmitir hepatites, mesmo sem a presença de sangue visível.
  • 33. Todas as hepatites apresentam sintomas logo no início - Mito. Muitas hepatites podem ser silenciosas por anos, levando a diagnósticos tardios.
  • 44. Materiais de manicure podem transmitir hepatites - Verdade. Instrumentos que tocam sangue devem ser esterilizados adequadamente, ou o uso de materiais descartáveis é recomendado.
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Quando as normas de biossegurança são seguidas, o risco é extremamente baixo. O problema está em locais sem fiscalização ou que reutilizam materiais perfurocortantes.

Dra. Rosana Richtmann, infectologista.

A prevenção é crucial para combater as hepatites virais, mesmo com os avanços atuais.

Importância do diagnóstico precoce

Realizar exames regulares é essencial, especialmente para aqueles com fatores de risco, pois muitas pessoas podem ter hepatite sem saber.

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