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Saúde
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Envelhecimento pode reduzir função renal, mas não provoca insuficiência

Entenda a importancia da prevenção e dos cuidados renais na terceira idade

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 16:20
Envelhecimento pode reduzir função renal, mas não provoca insuficiência

Com o avanço da idade, é natural que a funcionalidade dos rins comece a diminuir. Essa alteração fisiológica, no entanto, não deve ser confundida com a insuficiência renal crônica, uma condição que requer monitoramento e tratamento médico. "O envelhecimento resulta em uma redução fisiológica na função renal, mas isso não significa que toda pessoa idosa sofrerá de insuficiência renal crônica. Na maioria das situações, a doença se desenvolve devido à interação entre a idade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outros fatores que afetam progressivamente a função dos rins", afirma a geriatra Dra. Priscila Guerra.

Essa enfermidade é particularmente insidiosa, já que a insuficiência renal crônica pode não apresentar sintomas por um período considerável. "Muitos pacientes descobrem seu problema renal apenas quando os rins já perderam uma boa parte de sua capacidade de filtração. Nos estágios iniciais, a condição geralmente passa despercebida, fazendo com que o paciente se sinta bem enquanto a função renal diminui lentamente", destaca a nefrologista Dra. Renata Asnis.

A falta de sintomas não significa que os rins estejam saudáveis.

Sintomas como inchaço nas pernas, cansaço excessivo, alterações urinárias, perda de apetite, náuseas e dificuldades para controlar a pressão arterial são frequentemente observados apenas quando a doença já está em estágios avançados. "O organismo muitas vezes compensa a perda de função renal por um tempo, por isso é crucial realizar exames preventivos regularmente, especialmente para idosos e aqueles com fatores de risco", adverte Dra. Renata.

Os principais fatores de risco associados à insuficiência renal crônica incluem o controle inadequado da pressão arterial e da glicemia, uma vez que a hipertensão e diabetes podem causar danos progressivos aos vasos sanguíneos dos rins. "A hipertensão e diabetes não controladas ao longo dos anos podem desgastar os rins. O tratamento adequado e o acompanhamento médico dessas condições são fundamentais para mitigar o risco de insuficiência renal", explica Dra. Priscila Guerra.

Outro cuidado necessário é em relação à automedicação, especialmente entre os idosos, que frequentemente utilizam anti-inflamatórios para tratar dores. O uso sem orientação médica pode levar a um agravo na função renal. "Os rins são extremamente sensíveis a certos medicamentos. O consumo indiscriminado de anti-inflamatórios pode piorar lesões renais preexistentes, favorecendo a evolução da doença, especialmente em pacientes mais velhos", adverte Dra. Renata Asnis.

Ainda que a insuficiência renal crônica não tenha cura na maioria dos casos, seu controle é viável com diagnósticos precoces. O tratamento adequado pode evitar complicações e preservar a função renal por mais tempo. "Identificar rapidamente alterações na função dos rins aumenta as chances de retardar a evolução da doença, permitindo que o paciente mantenha sua autonomia e qualidade de vida, além de reduzir a necessidade de intervenções mais complexas no futuro", destaca Dra. Priscila Guerra.

Manter hábitos saudáveis é essencial para garantir a saúde renal.

Adotar um estilo de vida saudável é uma das melhores maneiras de proteger a função renal. Isso inclui uma alimentação balanceada, hidratação regular, prática de atividades físicas, controle de doenças crônicas e consultas médicas frequentes. "Os rins desempenham um papel crucial no equilíbrio de muitos sistemas do corpo. Manter sua função significa contribuir para a saúde cardiovascular, metabólica e possibilitar um envelhecimento saudável", conclui Dra. Renata Asnis.

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