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Saúde
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Mulheres negligenciam vacinas enquanto cuidam da saúde da família

Estudo revela que a saúde feminina é deixada de lado na rotina familiar

Mariana Souza30 de junho de 2026 às 13:35
Mulheres negligenciam vacinas enquanto cuidam da saúde da família

Ao se dedicarem intensamente à saúde dos filhos, muitas mulheres colocam sua própria prevenção em segundo plano. A vacinação infantil é normalmente uma prioridade, mas essa atenção não se reflete da mesma forma nas carteiras vacinais das mães.

Essa realidade, evidenciada em estudos sobre a 'carga mental do cuidado', mostra que as mulheres assumem o papel principal na gestão da saúde e bem-estar familiar, frequentemente sacrificando sua própria saúde na rotina.

Pesquisa do IBGE revela: mulheres gastam em média 21,3 horas por semana em cuidados familiares e afazeres, enquanto homens dedicam apenas 11,7 horas.

A Dra. Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista da Dasa, afirma que, apesar da responsabilidade histórica pelas questões de saúde da família, é comum que as mães negligenciem seu próprio cuidado.

O segundo semestre deste ano, com o retorno das férias escolares e uma reorganização da rotina familiar, representa uma oportunidade para que as mulheres revisem seu calendário vacinal e incluam suas próprias vacinas, que muitas vezes são deixadas de lado.

O autocuidado é essencial e vai além da vaidade; ele é fundamental para a saúde preventiva. A Dra. Moraes-Pinto ressalta que o cuidado com a saúde das mães, utilizando recursos como atendimentos domiciliares, é uma maneira eficaz de facilitar o acesso às vacinas.

Vacinas frequentemente esquecidas

Ao contrário da vacinação infantil, que é acompanhada ativamente por profissionais de saúde, campanhas e instituições, a imunização para adultos depende bastante da iniciativa individual.

  • 1HPV: vacina recomendada para homens e mulheres até 45 anos.
  • 2Tétano e difteria: reforço necessário a cada dez anos.
  • 3Herpes-zóster: vacina indicada a partir dos 50 anos.

O desconhecimento ou a falta de urgência para as vacinas preventivas pode levar à procrastinação na atualização da carteira vacinal. "Quando as mães cuidam de sua saúde, também reforçam a proteção de toda a família", finaliza a Dra. Maria Isabel de Moraes-Pinto.

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