Investigação Revela Atividades Estranhas de Tenente-Coronel Após Morte da PM em Suspeita de Feminicídio
Relatório indica que Geraldo Leite Rosa Neto manipulou celular da esposa, Gisele Alves Santana, minutos após o crime ocorrido em fevereiro.

Um relatório da Polícia Civil revelou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acessou o celular da sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, várias vezes logo após sua morte, ocorrida no dia 18 de fevereiro.
Momentos Cruciais Após o Crime
Os dados obtidos pela investigação indicam que o celular foi desbloqueado pela primeira vez três minutos após o suposto horário do crime, seguindo por outra tentativa de desbloqueio cerca de 20 minutos depois. Essas ações começaram logo depois que vizinhos relataram ter ouvido um disparo por volta das 7h28.
"A sequência de eventos sugere manipulação de informações, levantando suspeitas sobre a intenção de alterar a narrativa do que realmente aconteceu
✨ A manipulação no aparelho sugere uma tentativa de controle da situação e encobrimento do crime.
Contexto do Caso
Gisele manifestou desejo de separação, contradizendo a versão do tenente-coronel, que alegou que era ele quem queria o divórcio.
Antes da tragédia, mensagens mostram que Gisele expressava descontentamento em relação ao relacionamento, mencionando uma possível traição e a falta de confiança em seu cônjuge. A análise digital levantou a suspeita de que as interações no celular poderiam ter sido manipuladas para sustentar uma narrativa de suicídio, inicialmente apresentada por Geraldo.
- 1Gisele falava sobre a traição em mensagens antes do crime.
- 2O celular pode ter sido utilizado para apagar provas.
- 3A manipulação de dados digitais poderia configurar fraude processual.
As pesquisas também indicam que Gisele se queixava do monitoramento excessivo de Geraldo sobre sua vida pessoal, incluindo seus perfis em redes sociais. Investigações adicionais poderão determinar se essa manipulação digital se configurou como parte de um plano mais amplo relacionado ao feminicídio.
A CNN Brasil tentou contatar a defesa de Geraldo, que afirmou que ele se manifestará somente nos autos processuais.
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Acro Rodrigues
Jornalista especializado em Segurança
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