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Segurança
2 min de leitura

Operação Dark Spot desmantela esquema de venda de dados sigilosos

Polícia Civil investiga comércio ilegal de informações da Receita Federal e CNH.

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 12:51
Operação Dark Spot desmantela esquema de venda de dados sigilosos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou nesta quinta-feira (30) a Operação Dark Spot, desarticulando uma organização criminosa dedicada à comercialização de dados pessoais sigilosos. A operação resultou na execução de quatro mandados de prisão e seis ordens de busca e apreensão em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As ações judiciais também incluiram o bloqueio de ativos financeiros e criptoativos dos suspeitos, totalizando até R$ 2 milhões. A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), que descobriu uma plataforma digital operando de forma profissional para a venda de consultas a informações protegidas por leis de sigilo.

Organização movimentou mais de R$ 450 mil sem origem lícita em apenas quatro meses.

Os dados disponíveis na plataforma incluíam informações da Receita Federal, registros da Carteira Nacional de Habilitação e outros dados sensíveis associados a processos judiciais e sistemas de segurança pública. De acordo com a investigação, cada mês, o esquema registrava mais de 18 milhões de requisições, vinda de 257 mil endereços de IP distintos.

Repercussões e continuidade das investigações

As consultas realizadas pela equipe de investigação retornaram informações válidas de autoridades públicas, evidenciando a capacidade de adaptação dos criminosos, que mudavam seus servidores e lideranças após ações policiais. O apoio de delegacias especializadas do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul foi fundamental na recuperação de informações.

Os indivíduos sob investigação poderão enfrentar acusações como invasão de dispositivos eletrônicos, receptação qualificada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas máximas para esses crimes podem chegar a 46 anos e 4 meses de prisão. A Polícia Civil continua a busca por identificar fontes de credenciais de acesso a esses sistemas violados.

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