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Segurança
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TCU investiga infiltração do PCC em prefeituras de SP

Ação pode afetar a gestão pública e a arrecadação municipal.

João Pereira19 de maio de 2026 às 18:35
TCU investiga infiltração do PCC em prefeituras de SP

O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma investigação sobre a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em várias administrações municipais de São Paulo.

Essa investigação foi provocada por uma representação apresentada pelo Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), na qual o subprocurador geral Lucas Rocha Furtado destaca um esquema organizado de corrupção que pode ter impactos graves nas estruturas da administração pública.

Furtado afirma que a infiltração do PCC compromete a confiança em sistemas de arrecadação municipal.

Investigação Detalhada

O pedido de investigação, datado de 7 de maio, é parte de uma linha de apuração que já estava sendo conduzida pela Polícia Civil de São Paulo desde 2021. Durante essa apuração, foram identificados indícios de que uma fintech teria sido utilizada como intermediária em reuniões entre membros do PCC e secretarias municipais.

Especificamente em Santo André, foi discutida a implementação de um sistema de emissão de boletos pela fintech, com o intuito de gerenciar relacionamentos financeiros com os moradores da região. Em Santos, o grupo apresentou o projeto e realizou visitas a instalações tecnológicas.

O TCU acompanhará as ações das prefeituras, especialmente os sistemas de nota fiscal e emissão de boletos associados a recursos da União.

Impactos na Governança

O subprocurador ressaltou que a presença do PCC nas estruturas públicas pode resultar em desvios de recursos, minando a integridade financeira e a transparência na gestão pública. Além disso, a investigação analisará como essa infiltração pode afetar a percepção internacional do Brasil em relação ao combate à lavagem de dinheiro.

Os resultados da investigação serão comunicados ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para que ele compreenda os riscos associados.

A prefeitura de Santos se defendeu, afirmando que não possui qualquer relação com a fintech investigada.

Notas da Prefeitura

A administração municipal em Santo André afirmou que não é alvo da operação denominada Contaminatio e que está colaborando com as autoridades. O advogado Gabriel Micelli, envolvido devido a um contato secundário durante um curso de formação política, já se posicionou para fornecer esclarecimentos necessários.

A Prefeitura reitera seu comprometimento com a ética e a transparência, além de estar disponível para colaborar durante as investigações.

A CNN Brasil também solicitou posicionamentos ao Governo do Estado e às prefeituras mencionadas e aguarda resposta.

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