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Segurança
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Tráfico de pessoas com brasileiros muda foco para exploração sexual

Relatório revela novos padrões e destination do crime organizado

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 18:55
Tráfico de pessoas com brasileiros muda foco para exploração sexual

As estatísticas disponíveis revelam uma transformação no tráfico internacional de pessoas com brasileiros em 2025, com a exploração sexual superando a exploração laboral como principal foco das operações criminosas.

O Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas, publicado nesta sexta-feira (3) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, destacou que o Camboja se tornou o principal destino para os brasileiros vítimas desse crime, sendo essencialmente atraídos por promessas enganosas de emprego.

Casos de exploração sexual aumentaram 325% em 2025, com 34 registros identificados.

Enquanto a exploração sexual ganha destaque, o trabalho em condições análogas à escravidão ainda se mantém relevante em outros contextos, como evidenciado pelos dados da Defensoria Pública da União (DPU).

Camboja: O novo destino

O relatório revelou que o Camboja concentrou 52,4% dos casos de tráfico internacional de brasileiros, com 44 das 84 vítimas identificadas. O aliciamento frequentemente ocorre através de redes sociais, levando as vítimas a situações de trabalho forçado em fraudes digitais.

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A nova dinâmica do tráfico exige do Estado um preparo maior para combater esses crimes complexos

Victor Semple, diretor do Departamento de Migrações.

Campanhas de Combate

Em resposta a essa crescente preocupação, o governo brasileiro, junto com a Agência da ONU para Migração, lançou campanhas de conscientização e cartilhas educativas para prevenir o tráfico de pessoas.

Além disso, a capacitação de agentes em aeroportos visa identificar potenciais vítimas. As iniciativas são particularmente relevantes considerando os eventos internacionais no Brasil em 2026, como a Copa do Mundo de Futebol Feminina.

Mudança no perfil das vítimas

O relatório também indica uma alteração no perfil das vítimas, destacando que em 2025, 53,6% dos casos identificados pelo POP/TIP envolveram mulheres negras, revertendo a predominância masculina de anos anteriores.

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