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Apple perde recurso contra regras da UE sobre marketplaces digitais

Decisão classifica loja de apps como gatekeeper da União Europeia.

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 08:20
Apple perde recurso contra regras da UE sobre marketplaces digitais

A Apple sofreu um revés judicial nesta quarta-feira (8), ao perder um recurso que desafiava as regras da União Europeia, que considera sua loja de aplicativos e o sistema iOS como gatekeepers. Essa classificação impõe restrições para garantir que a empresa não favoreça seus próprios serviços em detrimento de concorrentes.

Entendendo o termo Gatekeeper

O termo 'gatekeeper' refere-se a uma entidade que exerce influência significativa sobre quais produtos e serviços são acessíveis ao público. No contexto digital, empresas que ocupam essa posição precisam seguir regulamentos que visam aumentar a competição e proteger os consumidores das práticas monopolistas.

Descumprimento das regras pode levar a multas de até 10% do faturamento anual global.

A Lei de Mercados Digitais, implementada pela União Europeia em maio de 2023, visa regular o comportamento de grandes empresas de tecnologia, promovendo uma competição mais saudável no ambiente digital. As companhias que desobedecerem às normas poderão ser penalizadas com multas significativas.

Reações da Apple

Representantes da Apple expressaram preocupações acerca da legislação, afirmando que as exigências vão além dos limites legais e poderiam comprometer a privacidade e segurança dos usuários. Eles indicaram que a empresa está comprometida em defender a inovação e os direitos dos clientes europeus.

A Apple também tem a opção de recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a instância mais alta do bloco. A disputa legal começou após a Comissão Europeia categorizar as diversas lojas de aplicativos da empresa como uma única plataforma essencial, sujeitando-as, portanto, às regras estabelecidas pela nova legislativa.

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As lojas desempenham a mesma função de conectar desenvolvedores a usuários, facilitando a distribuição dos aplicativos disponíveis.

Por fim, o tribunal avaliou que a classificacão do iMessage como serviço de comunicação não altera as obrigações legais da Apple, pois ele não se encaixa nas diretrizes de plataformas controladoras de acesso.

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