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Drones biomiméticos podem revolucionar a agricultura

Novas tecnologias imitam insetos e aves para otimizar atividades no campo

Giovani Ferreira11 de abril de 2026 às 07:35
Drones biomiméticos podem revolucionar a agricultura

Os 'drones-borboleta', conhecidos como biomiméticos, estão prestes a se tornar uma nova ferramenta na agricultura, prometendo otimizar diversas atividades no campo.

Esses dispositivos, que imitam as asas de insetos e aves, são capazes de realizar inspeções em locais de difícil acesso e coletar dados com alta precisão, além de ajudar na polinização assistida e no monitoramento de rebanhos.

Tecnologia avançada pode transformar práticas agrícolas com drones biomiméticos até 2027.

Lucio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumental, ressalta que a tecnologia está em fase de testes avançados. "Os desafios iniciais de integração de sensores já estão sendo superados com novas soluções", afirma.

Desenvolvimentos Promissores

Embora o avanço tenha desacelerado durante a pandemia de Covid-19, o conceito de drones biomiméticos voltou a atrair investimentos. A expectativa é que em um ano essas tecnologias estejam disponíveis comercialmente.

Empresas como a startup americana Hummingbird e a Delft University of Technology, na Holanda, estão na vanguarda desse desenvolvimento, aperfeiçoando modelos que replicam o voo de pássaros e insetos.

"

Estamos buscando soluções que permitam a entrega de dados em tempo real e ajudem a entender melhor as condições das plantações e dos rebanhos

Lucio Jorge.

Benefícios e Aplicações

Os drones-borboleta têm o potencial de abordar desafios específicos da agropecuária, como o monitoramento de pragas, doenças e o bem-estar animal, minimizando o estresse em gado durante a interação.

Esses dispositivos são menos intrusivos em comparação aos drones tradicionais, produzindo menos ruído e perturbação no ar, o que é ideal para ambientes agrícolas sensíveis.

Desafios a Superar

Apesar das promessas, os drones biomiméticos ainda enfrentam desafios significativos, como a limitação de carga útil e complexidade de manutenção devido à mecânica envolvida em suas asas e articulações.

Lucio revela que a miniaturização da eletrônica está facilitando a inclusão de sensores leves, mas é necessária mais pesquisa para a aplicação em áreas maiores de cultivo.

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