Voltar
tecnologia
2 min de leitura

Estudantes da PUC-PR criam retardante biológico para incêndios

BIODEFENSER® avança para a fase internacional do Hult Prize 2026

Fernanda Lima30 de junho de 2026 às 12:20
Estudantes da PUC-PR criam retardante biológico para incêndios

Duas estudantes de biotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) desenvolveram um inovador retardante de chamas de base biológica, conhecido como BIODEFENSER®, voltado para o combate a incêndios florestais. O produto fez história ao vencer as fases regional e nacional do Hult Prize 2026 e agora representa o Brasil na disputa internacional.

Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira, as criadoras do BIODEFENSER®, destacam que o produto é feito de um composto natural e foi projetado para apagar chamas sem causar danos ao meio ambiente. Em testes laboratoriais, o retardante demonstrou eficácia ao controlar o fogo em condições controladas, e a próxima fase inclui um piloto em escala maior.

Origem e Desenvolvimento do Projeto

O projeto começou em 2024 durante o Health Innovation PUC-PR (HIPUC), na Escola de Medicina e Ciências da Vida da universidade. Selecionado como parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) da PUC-PR, o trabalho foi orientado pelo professor Luiz Fernando Bianchini. Mariah ainda obteve o primeiro lugar no Programa Institucional de Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa (PIBEP), o que garantiu um investimento inicial para a compra de materiais.

O BIODEFENSER® forma uma barreira térmica que reduz a intensidade das chamas e permanece ativo no solo, favorecendo a recuperação ambiental.

De acordo com as estudantes, a formulação do BIODEFENSER® cria uma camada bioativa que dificulta o surgimento de novos focos de incêndio. Com a intenção de proteger o meio ambiente, elas iniciaram o processo para patentear o produto tanto no Brasil quanto no exterior. Os próximos passos incluem a finalização dos testes e estudos de sua eficácia.

Parcerias e Futuro

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Florestas se ofereceu para realizar testes de campo com o retardante, que também pode passar por avaliações em câmara de combustão na Universidade Federal do Paraná. O Hult Prize 2026 contou com a participação de 18 mil equipes ao redor do mundo, das quais 90 avançaram para a próxima fase, sendo que 20 irão a Londres e apenas oito competirão pelo prêmio final, com resultados esperados para setembro.

Em um contexto preocupante, entre janeiro e abril de 2026, o Brasil registrou 10.442 focos de incêndio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As estudantes agora trabalham na conclusão dos testes e na estruturação da produção do BIODEFENSER® através de uma startup acadêmica.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de tecnologia