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economia
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Biocombustíveis podem injetar R$ 403 bilhões no PIB até 2030

Estudo da FGV revela potencial de crescimento do setor energético

Carlos Silva05 de maio de 2026 às 16:25
Biocombustíveis podem injetar R$ 403 bilhões no PIB até 2030

Os biocombustíveis têm o potencial de contribuir com até R$ 403,2 bilhões ao PIB do Brasil até 2030, segundo um levantamento realizado pelo Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Instituto Equilíbrio e a Agni.

O estudo estima uma produção futura de 64 bilhões de litros de biocombustíveis, incluindo diferentes tipos de etanol e biodiesel. De acordo com Cícero Lima, responsável pela pesquisa, cada R$ 1 investido no setor pode retornar até R$ 62, destacando a bioenergia não apenas como uma alternativa energética, mas como um motor de crescimento econômico.

A expansão do setor pode aumentar sua dimensão em até 70%, afetando positivamente diversos setores, como transportes e agroindústria, além de incrementar a produção de cana-de-açúcar em 31,34%.

Outra vantagem significativa dos biocombustíveis é a criação de empregos, projetando-se a inserção de 225,5 mil novas vagas, principalmente nas áreas de agropecuária e agroindústria. A pesquisa também enfatiza o impacto positivo que os biocombustíveis podem ter no meio ambiente.

Com a substituição dos combustíveis fósseis, estima-se uma redução das emissões de 27,6 Mt CO². O etanol de cana, por exemplo, pode diminuir as emissões de gases de efeito estufa entre 70% e 90% quando comparado à gasolina.

A utilização crescente de biocombustíveis também está associada à eficiência no uso da terra, com o potencial de evitar o desmatamento de cerca de 480 mil hectares, principalmente nas regiões do Cerrado e da Amazônia.

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O Brasil possui vantagens competitivas ímpares no setor de biocombustíveis, abrangendo escala, base produtiva e tecnologia consolidada. Com políticas de incentivo e previsibilidade, o país poderá se tornar um líder global nesta área, consolidando a bioenergia como um motor essencial na transição energética

Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio.

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