Voltar
tecnologia
2 min de leitura

Executivos propõem investimentos em tecnologia para cidades inteligentes no Brasil

Especialistas destacam a importância da infraestrutura digital durante painel em São Paulo

João Pereira14 de maio de 2026 às 08:35
Executivos propõem investimentos em tecnologia para cidades inteligentes no Brasil

Líderes de empresas relacionadas ao mercado chinês sugerem a ampliação dos investimentos do Brasil em infraestrutura digital e mobilidade elétrica como passos cruciais para o desenvolvimento de cidades inteligentes.

Durante o painel "Inteligência Artificial e Cidades Inteligentes: Lições da China", que aconteceu no São Paulo Innovation Week, na capital paulista, especialistas destacaram o sucesso da China, que conta com cerca de 500 projetos de cidades inteligentes utilizando tecnologias como reconhecimento facial e internet das coisas.

A China é um modelo para o Brasil, com uma variedade de aplicações em segurança, energia e serviços públicos que utilizam tecnologia de ponta.

Carlos Roseiro, da Huawei Brasil, enfatizou que a infraestrutura de conectividade é a base fundamental para o modelo chinês. Ele defendeu a criação de redes dedicadas para serviços públicos críticos, a fim de garantir qualidade operacional e estabilidade.

Além disso, Roseiro ressaltou a importância do processamento local de dados e do uso de inteligência artificial, sem depender de sistemas externos.

Inovações em Gestão Urbana

No campo da gestão urbana, Lucas Kubaski, da Dahua Technology Brasil, mencionou a utilização de câmeras e sensores para coletar dados em tempo real, com aplicações que vão desde o monitoramento do tráfego até a identificação de indivíduos procurados pela Justiça.

Kubaski também trouxe à tona o sistema de iluminação pública inteligente e a implementação da "onda verde", favorecendo o deslocamento de veículos de emergência nas vias urbanas.

Avanços em Eletromobilidade

No que diz respeito a eletromobilidade, Paula Maia, da 99, que pertence à DiDi Global, informou que a companhia participa de uma coalizão com 31 empresas, com aproximadamente 50 mil veículos elétricos operando em sua plataforma.

Ela mencionou que o alto custo inicial para aquisição dos veículos ainda é um obstáculo significativo, embora a redução nas despesas de manutenção possa ser benéfica a longo prazo.

Os especialistas concordaram que a adaptação do modelo chinês requer mais investimentos em infraestrutura, governança de dados e regulamentação clara sobre o uso de tecnologias sensíveis como o reconhecimento facial.

Não foram fornecidos prazos ou estimativas de investimento durante o painel para a implementação dessas soluções no Brasil.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de tecnologia