Executivos propõem investimentos em tecnologia para cidades inteligentes no Brasil
Especialistas destacam a importância da infraestrutura digital durante painel em São Paulo

Líderes de empresas relacionadas ao mercado chinês sugerem a ampliação dos investimentos do Brasil em infraestrutura digital e mobilidade elétrica como passos cruciais para o desenvolvimento de cidades inteligentes.
Durante o painel "Inteligência Artificial e Cidades Inteligentes: Lições da China", que aconteceu no São Paulo Innovation Week, na capital paulista, especialistas destacaram o sucesso da China, que conta com cerca de 500 projetos de cidades inteligentes utilizando tecnologias como reconhecimento facial e internet das coisas.
✨ A China é um modelo para o Brasil, com uma variedade de aplicações em segurança, energia e serviços públicos que utilizam tecnologia de ponta.
Carlos Roseiro, da Huawei Brasil, enfatizou que a infraestrutura de conectividade é a base fundamental para o modelo chinês. Ele defendeu a criação de redes dedicadas para serviços públicos críticos, a fim de garantir qualidade operacional e estabilidade.
Além disso, Roseiro ressaltou a importância do processamento local de dados e do uso de inteligência artificial, sem depender de sistemas externos.
Inovações em Gestão Urbana
No campo da gestão urbana, Lucas Kubaski, da Dahua Technology Brasil, mencionou a utilização de câmeras e sensores para coletar dados em tempo real, com aplicações que vão desde o monitoramento do tráfego até a identificação de indivíduos procurados pela Justiça.
Kubaski também trouxe à tona o sistema de iluminação pública inteligente e a implementação da "onda verde", favorecendo o deslocamento de veículos de emergência nas vias urbanas.
Avanços em Eletromobilidade
No que diz respeito a eletromobilidade, Paula Maia, da 99, que pertence à DiDi Global, informou que a companhia participa de uma coalizão com 31 empresas, com aproximadamente 50 mil veículos elétricos operando em sua plataforma.
Ela mencionou que o alto custo inicial para aquisição dos veículos ainda é um obstáculo significativo, embora a redução nas despesas de manutenção possa ser benéfica a longo prazo.
Os especialistas concordaram que a adaptação do modelo chinês requer mais investimentos em infraestrutura, governança de dados e regulamentação clara sobre o uso de tecnologias sensíveis como o reconhecimento facial.
Não foram fornecidos prazos ou estimativas de investimento durante o painel para a implementação dessas soluções no Brasil.
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