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Casas Bahia registra prejuízo, mas avança em estratégias de crédito

Renato Franklin destaca enfoque conservador diante da crise econômica

Gabriel Azevedo14 de maio de 2026 às 10:25
Casas Bahia registra prejuízo, mas avança em estratégias de crédito

A Casas Bahia, através de seu presidente-executivo Renato Franklin, anunciou um prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre de 2026, afetada principalmente pelo cenário financeiro desafiador, embora tenha demonstrado evolução em seu desempenho operacional.

Estratégia conservadora em foco

Durante a análise, Franklin ressaltou que a companhia adotou uma postura mais conservadora quanto à concessão de crédito e à gestão de riscos, buscando evitar vendas de ativos a preços baixos e a concessão de crédito indiscriminado. 'A demanda por crédito está alta, mas com maior risco', afirmou.

Apesar do desempenho em crescimento, o mercado de TVs não apresentou a expectativa de demanda prevista para o período de Copa do Mundo.

Embora o segmento de TVs tenha crescido, devido à baixa penetração anterior no e-commerce, a expectativa de aumento na demanda não se concretizou como o previsto para abril e início de maio. Franklin indicou que 'o ambiente macroeconômico está mais desafiador do que muitos imaginam'.

Resultados financeiros e projeções futuras

A receita líquida da Casas Bahia aumentou 6,1% no primeiro trimestre, atingindo R$ 7,4 bilhões, mesmo com um aumento de 5,4% nas despesas operacionais. A margem bruta ficou em 30,3%, ligeiramente superior ao ano anterior.

O Ebitda ajustado registrou R$ 597 milhões, representando um aumento de 4,7% em relação ao ano passado. Contudo, a companhia enfrentou um resultado financeiro negativo de R$ 1,2 bilhão, ampliado pela alta taxa de juros, que impactou severamente seus resultados.

Contexto do Mercado

A alta de juros, atingindo CDI médio de 14,86% no primeiro trimestre de 2026, afetou os resultados financeiros da empresa, que viu seu prejuízo aumentar em relação ao ano passado.

O fluxo de caixa livre alcançou R$ 852 milhões, indicando uma mudança importante, apesar de ainda registrar um consumo de caixa com pagamentos de juros. Franklin declarou que a alavancagem financeira se manteve estável em 0,5 vez, após um período anterior de altos riscos.

Para o segundo semestre, Franklin expressou otimismo com a possibilidade de uma melhora no ambiente macroeconômico, mencionando eventos como as eleições que podem beneficiar a empresa e a base de consumidores, mas destacou que sua visão de curto prazo permanece cautelosa.

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