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Google planeja reduzir uso de água em data centers até 2030

Empresa investirá em gestão hídrica para mitigar impactos ambientais

Ricardo Alves03 de junho de 2026 às 14:15
Google planeja reduzir uso de água em data centers até 2030

O Google revelou, nesta quarta-feira, um plano arrojado para diminuir o impacto da água utilizada para resfriar seus data centers, incluindo aqueles que suportam inteligência artificial. A iniciativa busca repor mais água do que a consumida até 2030, em especial nos Estados Unidos.

Etapas do plano

Dividido em cinco etapas, o plano inicial se destaca pela ambição de restaurar os recursos hídricos nas áreas onde seus data centers estão localizados. Para isso, a empresa destinará um investimento de US$ 17 milhões, aproximadamente R$ 86,1 milhões, voltados para a gestão eficiente da água nas bacias hidrográficas adjacentes.

Google investirá US$ 17 milhões para restaurar recursos hídricos.

Além da reposição hídrica, o Google proporá modernizar os sistemas de fornecimento e tratamento de água nas localidades que abrigam seus centros de dados. Isso envolve desde o fortalecimento do abastecimento até a detecção de vazamentos nas tubulações.

Resfriamento e sustentabilidade

A empresa também planeja realizar uma análise detalhada das bacias hidrográficas para a criação de novos data centers. Caso a utilização de água represente ameaça ao meio ambiente ou ao abastecimento local, o Google mudará para sistemas de resfriamento a ar ou utilizará água de reuso.

Data centers consomem grandes quantidades de água e energia.

Os data centers exigem uma infraestrutura complexa, funcionando 24 horas ao dia para atender milhões de usuários. O treinamento de modelos de inteligência artificial demanda um processamento intenso, resultando em maiores necessidades de energia e calor, que exigem sistemas de resfriamento eficientes.

Dados sobre consumo de água

Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que a operação de um data center refrigerado a água pode consumir até meio litro de água para apenas 50 interações com o ChatGPT.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 180 data centers, mas nenhum se dedica especificamente à inteligência artificial, embora quatro projetos desse tipo já tenham sido anunciados e prometem uma demanda de energia equivalente à de 16,4 milhões de residências.

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