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NASA e Katalyst tentam salvar telescópio Swift da reentrada

Operação inusitada visa evitar que o satélite se desintegre na atmosfera

Acro Rodrigues26 de junho de 2026 às 08:40
NASA e Katalyst tentam salvar telescópio Swift da reentrada

A NASA, em colaboração com a Katalyst Space Technologies, dá início a uma missão histórica neste sábado para salvar o telescópio espacial Swift, que enfrenta um iminente risco de reentrada atmosférica que poderia resultar em sua destruição. Lançado em 2004, o Swift é vital para a detecção de explosões de raios gama.

A situação é crítica, pois a probabilidade do Swift reentrar na atmosfera da Terra, uma ocorrência que se refere ao retorno de um satélite na atmosfera, é de 90% até o final de 2026 se nenhuma ação for tomada. A operação se tornará uma corrida contra o tempo para evitar que esse cenário se concretize.

O Swift não foi projetado para acoplagem, o que aumenta a complexidade da missão.

A equipe da Katalyst desenvolveu um mecanismo de captura exclusivo que permitirá que uma espaçonave robótica se fixe ao satélite sem danificar seus instrumentos delicados. A operação ocorrerá em várias etapas, começando com uma aproximação autônoma, onde a espaçonave realizará manobras conhecidas como operações de proximidade e encontro (RPO) para chegar ao Swift.

Etapas da Operação

  • 1Aproximação autônoma da espaçonave robótica ao telescópio.
  • 2Aplicação do mecanismo de captura personalizado.
  • 3Reposicionamento orbital do Swift para um cruzamento mais estável.

Após a captura, a espaçonave funcionará como um motor externo, movendo o Swift para uma órbita mais elevada, o que minimiza o arrasto atmosférico que o está puxando em direção à Terra.

O sucesso desta missão poderá abrir novas possibilidades de manutenção orbital para satélites não projetados inicialmente para isso.

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