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tecnologia
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SpaceX projeta mercado de US$ 28,5 trilhões com Starlink no Brasil

Perspectivas de crescimento em conectividade e inteligência artificial

Gabriel Azevedo20 de maio de 2026 às 19:20
SpaceX projeta mercado de US$ 28,5 trilhões com Starlink no Brasil

A SpaceX revelou em um informe protocolado na Securities and Exchange Commission (SEC) que o mercado potencial para seus serviços é estimado em impressionantes US$ 28,5 trilhões, abrangendo as áreas de espaço, conectividade e inteligência artificial.

No Brasil, a Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, já ultrapassa a marca de 1 milhão de assinantes e está em busca de expandir seus serviços. O prospecto de IPO da empresa indica que há oportunidades avaliadas em US$ 370 bilhões no segmento espacial e US$ 1,6 trilhão em conectividade.

As previsões incluem US$ 870 bilhões em banda larga Starlink e US$ 740 bilhões em Starlink Mobile.

O maior destaque, no entanto, é para o setor de inteligência artificial, que representa a fatia mais significativa da projeção, totalizando US$ 26,5 trilhões. Essa quantia inclui US$ 2,4 trilhões em infraestrutura de IA e US$ 22,7 trilhões em aplicações empresariais.

Detalhes Adicionais

A empresa excluiu China e Rússia de suas estimativas globais para definir melhor o cenário do mercado.

Recentemente, a Starlink deu um passo importante em sua expansão no Brasil ao solicitar à Anatel a liberação do serviço de internet via satélite para celulares, previsto para começar em 2027. Atualmente, o Brasil já ocupa o segundo lugar como maior mercado da companhia, somente atrás dos EUA.

A conectividade por satélite é especialmente relevante em regiões remotas, onde a cobertura terrestre é limitada. A sua implementação pode facilitar a comunicação, a transmissão de dados e o uso de tecnologias digitais nas áreas rurais. Entretanto, o prospecto não especifica quantos dos clientes brasileiros pertencem ao setor agrícola ou como isso impactaria diretamente as cadeias produtoras.

O sucesso da Starlink no Brasil dependerá da regulação por parte da Anatel e da capacidade de converter sua base de clientes em novos serviços. Até o momento, as informações disponíveis sugerem crescimento comercial, mas faltam detalhes sobre o impacto específico no agronegócio.

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