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Turismo
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Colheita de cogumelos Porcini aquece turismo e gastronomia no Sul

Aumento na produção de Porcini impulsiona ecoturismo e chefs na região.

Fernanda Lima26 de maio de 2026 às 15:20
Colheita de cogumelos Porcini aquece turismo e gastronomia no Sul

A colheita do cogumelo Porcini, uma iguaria altamente valorizada no mundo da gastronomia, ganha destaque no Sul do Brasil, atraindo chefs, turistas e extrativistas devido à combinação das baixas temperaturas e da umidade elevada do outono.

Esse aumento na produção, especialmente em florestas de Pinus, tem movimentado a economia local, com destaque para o município de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, onde a empresa Fungaia estimativa coletar mais de uma tonelada do cogumelo entre maio e julho.

A empresa Fungaia investe em técnicas de mapeamento e autorização para garantir uma colheita sustentável.

Desafios logísticos e frescor do produto

A perenidade do cogumelo Porcini, alimento altamente perecível, exige uma logística eficiente, pois os produtos colhidos devem chegar a restaurantes do Sudeste do Brasil em até dois dias para manter suas propriedades originais.

Além da venda in natura, parte dos cogumelos passa por secagem e beneficiamento, aumentando sua durabilidade e permitindo a comercialização durante todo o ano.

Turismo e vivência na natureza

O prazer em colher cogumelos selvagens também atrai turistas que buscam contato com a natureza. No Parador Cambará do Sul, por exemplo, visitantes têm a oportunidade de percorrer áreas de mata em busca de cogumelos sob a orientação de Altemir Pessali, um especialista reconhecido na área.

Após a experiência de coleta, os participantes têm a chance de degustar os cogumelos que conseguiram encontrar, oferecendo uma vivência completa da biodiversidade regional.

Formação de extrativistas

Apesar de parecer simples, a coleta de cogumelos requer habilidades específicas e conhecimento sobre as variedades encontradas. Jefferson Timm, pesquisador e autor do livro 'Primavera Fungi', tem liderado iniciativas de formação para extrativistas, orientando sobre a identificação e manejo das espécies, incluindo as semelhantes ao shimeji e champignon, além de variedades tóxicas como a Amanita muscaria.

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