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Alta no feijão e queda no café marcam mercados agrícolas em maio

Cotações de feijão crescem, enquanto café enfrenta quedas acentuadas

Giovani Ferreira03 de junho de 2026 às 10:15
Alta no feijão e queda no café marcam mercados agrícolas em maio

A Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) revelou que o mês de maio foi marcado por oscilações significativas nas cotações do feijão e do café, com dados coletados de mais de 100 corretoras em todo o Brasil.

No segmento do feijão, os preços subiram de 22% a 37% no mês, com destaque para o preço da saca de feijão-preto, que atinge R$ 228,00 no Porto de Paranaguá (PR). Segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), o feijão-carioca enfrenta um período de entressafra, enquanto a importação de feijão-preto da Argentina se torna necessária para a reposição dos estoques.

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A combinação do clima adverso, como seca em Goiás e Minas Gerais e geadas no Paraná, está pressionando os preços para cima

Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Ibrafe.

No entanto, essa pressão nos preços pode ser temporária. Lüders prevê que, com a entrada da terceira safra do feijão-carioca em cerca de 30 dias, os valores devem cair.

Café: queda de preços de aproximadamente 15% no mês.

Em contraste, o café teve queda significativa nos preços em maio. Na região de Guaxupé (MG), que é referência na produção de café, o valor da saca de 60 quilos do arábica caiu para R$ 1.568,00, enquanto em Franca (SP) foi visto a R$ 1.570,00, ambos com uma redução de cerca de 15%.

Expectativas para a Safra de Café

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de café para a safra 2026/27 é estimada em 66,7 milhões de sacas, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, contribuindo para a maior oferta no mercado.

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