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Conab aponta alta nos preços das hortaliças; cenoura dispara 48,5%

Cenoura, cebola e batata se destacam em preço elevado em abril.

Gabriel Rodrigues22 de maio de 2026 às 10:50
Conab aponta alta nos preços das hortaliças; cenoura dispara 48,5%

Os preços das hortaliças monitorados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tiveram um aumento generalizado em abril, conforme indica o Boletim Hortigranjeiro. Os itens que mais se destacaram foram a cenoura, cebola e batata.

A cenoura, principal destaque, teve um aumento de 48,5%.

A elevada valorização da cenoura, que já apresentava valores estáveis desde agosto de 2025, reverteu para um crescimento expressivo a partir de março deste ano. Essa mudança se dá principalmente pela redução da oferta no mercado, agravada pela escassez na produção de Minas Gerais e pelas dificuldades de fornecimento nas regiões Sul e Centro-Oeste, especialmente Goiás.

De acordo com a Conab, a oferta total de cenouras em abril foi 17,1% inferior ao que era esperado. Da mesma forma, os preços da cebola também registraram aumento significativo de 23%, com a produção nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste ainda não conseguindo atender a demanda.

O tomate também se destacou em abril, com elevação de 12,5% em relação ao mês anterior, continuando a tendência de alta que começou em dezembro de 2025. A oferta total nas Ceasas analisadas caiu 5,3% em comparação a março, impactando diretamente os preços.

A batata, após uma valorização iniciada em fevereiro, também apresentou um aumento de 12,5% em abril, resultado da conclusão da safra das águas no Paraná e do avanço moderado da safra da seca.

Nos dados referentes às frutas, a melancia despontou com a maior alta, atingindo 24,3% nas Ceasas em análise. Com o encerramento da safra em maio, a oferta diminuiu em 24,8%.

A banana subiu levemente 1,9% em abril, mas deverá ter preços reduzidos nos próximos meses devido ao aumento na oferta prevista nos principais polos produtivos. O mamão também teve um discreto aumento de 0,56% nos preços, enquanto a laranja apresentou uma leve queda de 0,9% devido às expectativas de chuvas inferiores.

Finalmente, a maçã foi a fruta que registrou a maior queda, de 8%, influenciada pela colheita da variedade Fuji, embora a estocagem nas câmaras frias tenha ajudado a evitar uma diminuição ainda maior nos preços.

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