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Queda nos preços da maçã impacta Ceasas em abril de 2026

Maçã, alface e laranja apresentam redução nos preços, enquanto melancia se destaca pela alta.

João Pereira22 de maio de 2026 às 09:15
Queda nos preços da maçã impacta Ceasas em abril de 2026

Os preços da maçã caíram em abril nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, com uma diminuição de 8,06% na média ponderada do atacado, conforme apresenta o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira.

Além da maçã, a alface e a laranja também enfrentaram quedas, com reduções de 5,94% e 0,98%, respectivamente. A Conab atribui o declínio dos preços da maçã ao incremento na oferta, particularmente com o avanço da colheita da variedade fuji, que resultou em uma queda de até 35% em Goiás.

As laranjas apresentaram as quedas mais significativas em Pernambuco, com -6,79%, e no Paraná com -5,73%, enquanto o Rio de Janeiro observou um leve aumento de 6,07%, sem impactar a média geral dos últimos meses.

A melancia despontou com a maior alta percentual em abril, chegando a 24,36% devido à menor oferta, com aumentos de 45% em Recife e 44% em Goiânia.

Outras frutas também mostraram alterações nos preços: o mamão teve um crescimento de 0,56% por conta da diminuição na oferta da variedade papaya, enquanto a banana subiu 1,97%, impulsionada pela demanda em Minas Gerais.

Movimentação das hortaliças

No setor de hortaliças, a alface foi a única a apresentar queda consistente, com desvalorizações de 19,11% no Rio de Janeiro e 18,32% em São Paulo. Em contraste, a batata e o tomate tiveram aumentos expressivos, de 12,53% e 12,55%, resultado da transição entre safras e baixa disponibilidade.

A cebola teve um aumento significativo de 23,03% nas Ceasas analisadas, enquanto a cenoura registrou impressionantes 48,58% devido à alta demanda em Minas Gerais.

Contexto das exportações

As exportações brasileiras de hortigranjeiros cresceram 12% no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 532,3 milhões, com destaque para a venda de maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana.

Os dados da Conab indicam que o comportamento dos preços é fortemente influenciado pela oferta nas regiões produtoras, mudanças sazonais e as condições climáticas. A expectativa é que a disponibilidade da cebola aumente nos próximos meses, podendo alterar a dinâmica do mercado atacadista.

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