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Destruição de defensivos ilegais reduz em 30% em 2025

Apostas no combate ao mercado irregular de agrotóxicos no Brasil

Giovani Ferreira04 de junho de 2026 às 03:00
Destruição de defensivos ilegais reduz em 30% em 2025

A eliminação de defensivos agrícolas ilegais continua a ser uma prioridade nas estratégias de controle do comércio irregular de produtos agroquímicos no Brasil. Em 2025, a CropLife Brasil informou que 230 toneladas desse tipo de material foram incineradas de forma ambientalmente responsável, uma resposta às apreensões feitas por órgãos reguladores.

Desde 2020, o total de produtos destruidos alcançou aproximadamente 1,6 mil toneladas, resultado de 49 operações de fiscalização em parceria com a associação. Esse volume é comparável a mais dois terços de uma piscina olímpica, segundo a CropLife Brasil.

A quantidade incinerada em 2025 foi 30% menor do que em 2024, quando 330 toneladas foram destruídas.

De acordo com Nilto Mendes, gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, a descida nos números se alinha com a diminuição do volume de agrotóxicos apreendidos pelas autoridades durante esse período.

As apreensões são predominantemente concentradas na região Sudeste, com São Paulo e Minas Gerais se destacando. Em contraste, a maioria dos casos de contrabando ocorre nas regiões Sul e Centro-Oeste, particularmente nas áreas fronteiriças com Argentina e Paraguai.

Os defensivos ilegais não possuem eficácia agronômica comprovada e representam riscos significativos tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente, além de prejudicarem a produção agrícola do país. Pesquisas indicam que cerca de 25% do mercado de defensivos agrícolas do Brasil é composto por produtos ilegais.

Para a eliminação segura, os defensivos apreendidos passam por um rigoroso processo que envolve manuseio, reacondicionamento, armazenagem e transporte até o local de incineração, onde são destruídos a temperaturas acima de 900°C, em instalações credenciadas.

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